Em meio aos bastidores turbulentos do Botafogo, acionistas assinam ‘acordo de paz’ e avançam em negociação sobre futuro investidor da SAF alvinegra. Com isso, clube associativo e Eagle Bidco colocam fim em conflitos jurídicos e passam a avaliar interessados em adquirir a SAF em um cenário de “cessar-fogo”.
Dessa forma, a SAF avalia seu futuro com a continuidade de Eduardo Iglesias no comando, mesmo com a decisão do STJ de dar os poderes políticos de volta à Eagle. A informação foi dada inicialmente pelo Canal do Manel e confirmada pelo GLOBO.
Três propostas pela SAF do Botafogo foram oficializadas até o momento: da GDA Luma, do Fundo do Texas e de John Textor. Nos bastidores, todos indicam que a GDA é a grande favorita para assumir a SAF do Botafogo, que segue tendo a Eagle como dona de 90% das ações, enquanto o clube social tem 10%.
Liderada por Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente, a GDA Luma Capital Management é uma empresa especializada em “distressed assets” (ativos podres na tradução livre). O conceito se baseia na aquisição de ativos com problemas financeiros, mas com alto potencial, por valores abaixo do mercado, para posterior reestruturação. Uma das empresas que contaram com investimento da GDA foi o Cirque du Soleil.
A GDA Luma foi responsável pelo empréstimo de US$ 25 milhões desejado por John Textor para a SAF do Botafogo em fevereiro deste ano.
Diante das movimentações nos bastidores, o Botafogo sente reflexos da crise administrativa e financeira da SAF também dentro de campo. O volante Danilo, convocado para a seleção brasileira, está afastado pela diretoria e deve ser negociado após a Copa do Mundo para fazer caixa.
O zagueiro Alexander Barboza, campeão brasileiro e da Libertadores em 2024, já foi negociado com o Palmeiras. Outros jogadores também podem deixar o clube depois da pausa para o Mundial.



