Após absolvição em primeira instância por desrespeito à equipe de arbitragem no jogo do Vasco contra o Cruzeiro, pela 6ª rodada do Brasileirão, Pedrinho, presidente do clube, foi condenado pelo Pleno. A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recorreu da decisão e em segunda instância, o mandatário foi punido em 15 dias de suspensão
A reforma da decisão se deu pelo entendimendo unânime do Tribunal de que não foi um “desabafo” como decidido pela 2ª Comissão Disciplinar, já que exigiu a intervenção de policiais. Além disso, consideraram a expressão do cargo, a repercussão negativa do caso e a necessidade de coibir atitudes semelhantes no futuro. Defenderam ainda que as palavras dirigidas aos árbitros extrapolaram o limite técnico da decisão, ferindo a honra e a dignididade a nível pessoal.
Ele foi enquadrado no inciso II, do parágrafo 2º do artigo 258, que prevê pena de suspensão de 15 a 180 dias, tendo o presidente pego o tempo mínimo. Com consequência, Pedrinho ficará afastado de jogos do Vasco e das atividades do cargo por 15 dias.
Após o empate em 3 a 3 entre Vasco e Cruzeiro, em 15 de março, no Mineirão, Pedrinho se dirigiu à equipe de arbitragem liderada por Lucas Paulo Torezin com cobranças e ofensas, conforme relatado na súmula da partida:
— Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda. — disse o presidente cruz-maltino.
Durante o episódio, houve necessidade de escoltamento policial para proteção dos árbitros, que usaram ainda spray de pimenta para dissolver a confusão. Depois disso, um Boletim de Ocorrência foi registrado pela Policia Militar de Minas Gerais, que acusou diretores do clube de inflamarem a confusão.



