‘A Fifa não ganha nada com isso’, diz Infantino ao defender pausa para hidratação


O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que as pausas para hidratação adotadas na Copa do Mundo de 2026 foram implementadas exclusivamente em razão das altas temperaturas registradas durante o torneio. O dirigente também não descartou a possibilidade de manter a medida em futuras edições do Mundial.

Segundo a agência Associated Press, Infantino disse que a entidade avaliará o futuro das interrupções “com base na experiência” adquirida durante a Copa de 2026. Com duração de três minutos, as pausas têm sido alvo de críticas de treinadores como Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel, além de jogadores como Virgil van Dijk. Em alguns estádios, a medida também foi recebida com vaias por parte do público.

Em entrevista à agência espanhola EFE, no entanto, o presidente da Fifa saiu em defesa da iniciativa.

— A razão pela qual existem estas pausas é, claramente, o calor. Em um Mundial com oito jogos disputados por dia ao longo de 39 dias, é importante fazer uma pausa para descansar um pouco — afirmou.

Infantino também rebateu as críticas de que as interrupções teriam sido criadas para ampliar a exposição de patrocinadores durante as transmissões.

— A Fifa não ganha absolutamente nada com isso. Todos os contratos publicitários já estavam assinados antes de a decisão ser tomada. Portanto, não se trata de uma questão econômica, mas exclusivamente esportiva — disse.

O dirigente ainda argumentou que a regra garante condições iguais para todas as equipes, independentemente da temperatura registrada em cada partida.

— É muito difícil aceitar que um treinador tenha a possibilidade de influenciar o andamento de uma partida, corrigindo algo por causa de uma pausa motivada pelo calor intenso, enquanto outro não tenha a mesma oportunidade apenas porque a temperatura está um pouco mais baixa. É por isso que as pausas existem em todos os jogos — justificou.



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