E não é que uma maranhense está fazendo um sucesso danado em terras cariocas? Especificamente no Rubaiyat, no Jockey Club Brasileiro, na Zona Sul do Rio, um dos restaurantes mais requintados do Rio. Entre mesas, sotaques reconhecíveis e encontros demorados, quem dita o ritmo do salão, geralmente na terça-feira de carnaval, é a jornalista e engenheira química Ilze Rangel. Para os amigos, apenas Fofa, um apelido que diz muito sobre a forma como ela constrói relações.
Fofa é uma personagem icônica da alta sociedade maranhense que encontrou no Rio um novo território de atuação. Ela decidiu reunir conterrâneos que vivem na cidade e transformou esse gesto em um projeto que une gastronomia, network e cultura. Assim nasceu o Fofa Fest, uma feijoada que funciona como ponto de encontro, rede de contatos e espaço de pertencimento, que acontece tradicionalmente na Zona Sul do Rio.
A anfitriã dos maranhenses no Rio carrega uma sofisticação herdada dos salões de São Luís, capital do Maranhão, da tradição de uma elite nordestina que valoriza elegância, conversa e presença. Ao mesmo tempo, preserva uma relação direta com o popular, com o acolhimento e com a informalidade. Essa combinação a torna uma figura singular no cenário social carioca.
Mais do que um evento gastronômico, o Fofa Fest se consolidou como um espaço de conexão. Um lugar onde maranhenses se reconhecem, fortalecem vínculos, fazem negócios e celebram a própria identidade, sempre com as portas abertas para quem quiser chegar.
No Rio de Janeiro, Fofa virou ponte. Entre o Maranhão e a Zona Sul, entre o popular e a elite, entre a memória e o presente. Seu apelido, afinal, não é casual: ele nasce da capacidade rara de aproximar pessoas — e de transformar encontros em comunidade.
Este ano, o evento celebra 15 anos. O Fofa Fest faz uma feijoada na terça-feira (17) de carnaval, a partir das 14h. Ele acontece no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, e tem apoio da vinícola Miolo. Ingressos disponíveis pela plataforma Sympla.
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