Uma pesquisa publicada na revista Nature Communications acompanhou mais de 500 adultos de meia-idade ao longo de 16 anos para descobrir se perder gordura da barriga — especificamente a que envolve os órgãos, conhecida como visceral — poderia proteger o cérebro contra o encolhimento natural da idade e melhorar a memória e o raciocínio.
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Realizado em Israel, o estudo descobriu que a perda dessa gordura está associada a menos encolhimento do cérebro e um desempenho melhor em testes de memória e raciocínio.
O mais importante: esses benefícios aparecem mesmo quando a pessoa não perde muito peso total – ou seja, o que importa mais é perder a gordura profunda, não apenas emagrecer na balança.
Foram analisados dados de 533 adultos, sendo 86% deles homens com idade média de 61 anos que participaram de programas de mudança de estilo de vida (dieta e exercício). Os participantes foram acompanhados por no mínimo 5 e no máximo 16 anos.
A gordura visceral também é conhecida como gordura “dura”, ela que causa aquela sensação de barriga dura. Quem não conseguiu perder a gordura mostrou, nos resultados, perda mais acentuada de massa cinzenta, além de diminuição do hipocampo, crucial na formação de memórias de longo prazo.
Embora não seja possível confirmar a ligação, os pesquisadores acreditam que a descoberta pode mudar a forma como lidamos com o tratamento da obesidade: o foco não deveria ser apenas no número da balança ou no índice de massa corporal (IMC), mas sim em perder a “barriga de pneu”, associada, também, a pressão alta e diabetes.
A ligação entre a gordura visceral e o cérebro estaria na presença de açúcar no sangue. Os cientistas conseguiram associar dois marcadores à taxa de redução do volume cerebral: glicemia em jejum e HbA1c, uma medida da glicemia média durante vários meses.
Marcadores como o de colesterol e de inflamação não mostraram nenhuma ligação com a atrofiação cerebral.
Eles acreditam que a ligação estaria no fato de que a gordura visceral é metabolicamente ativa, aumentando a resistência à insulina, responsável pelo controle de açúcar no sangue.
E taxas de açúcar no sangue acima do normal podem causar danos aos vasos sanguíneos, incluindo os do cérebro: e aí que os cientistas acreditam estar a ligação entre os famosos “pneuzinhos” e a redução do volume cerebral.
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