Marcelo Gonçalves, ex-jogador e campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995, comentou sobre a situação vivida pela SAF do clube, que entrou com pedido de recuperação judicial na terça-feira (21). No vídeo, publicado em sua rede social, o ex-zagueiro criticou a atitude de John Textor, gestor do futebol alvinegro, afirmando que ex-funcionários credores podem ser prejudicados no processo.
— Então ele fez tudo logicamente de caso pensado, ele investiu, contratou os jogadores, conquistou os títulos, tivemos o melhor ano da história. E a gente tem que ser grato a ele eternamente, mas olha, vou falar uma coisa para vocês, é uma covardia recuperação judicial com os funcionários que estão há anos, mais de 10 anos esperando para receber e agora com a recuperação judicial eles vão ter que abrir mão de 70% desse valor. Muitos estão há década fazendo planos para quando recebesse esse dinheiro e a recuperação judicial vem para arrebentar com aqueles funcionários que trabalharam anos e anos, ficaram sem receber e tiveram que ir para uma fila na justiça para poder receber — iniciou Gonçalves.
Entre 2015 e 2016, o ex-jogador foi diretor executivo do Avaí, que passou por cenário semelhante. Contou que demorou muitos anos para receber o que era devido e que recebeu apenas 30% do valor, dando sequência ao desabafo. Durante o processo de Recuperação Judicial, as partes podem renegociar os valores e formas de pagamento, que ficam sujeitos à aprovação da Assembleia de Credores e à homologação pela Justiça. Assim, “abrir mão” de 70% do montante não é uma regra, mas algo que varia de caso a caso.
— Eu estou falando isso porque é realmente frustrante, eu passei por isso no Avaí, meu último trabalho como executivo de futebol. Levei 10 anos, iria receber esse ano o valor. Valor e saiu a recuperação judicial do Avaí tinha que abrir mão de 70% e ainda vou ter que esperar dois anos para começar a receber esses 30% parcelados em 10 vezes e é isso que vai acontecer com os funcionários do Botafogo que estão nessa fila aí há anos que tiveram que pedir empréstimo usar cartão de crédito quando não saía o salário.



