Bell Marques fala do físico de atleta aos 73 anos e reflete sobre aposentadoria: 'Não sinto peso da idade'

Para saber qual entre as 600 bandanas vai usar no dia, Bell Marques é de Lua. Ou melhor, ele depende dele ver a cara do Sol. Se o céu está aberto, predominam as cores claras. Nuvens carregadas, o negócio é apostar nas estampas mais elaboradas. E isso não é só critério para reforçar a marca registrada em shows. Agora que ele tem até evento de corrida de rua, “100% você”, lá está ele com o adereço bem amarrado antes da partida.
– Uso quase como uma proteção espiritual. Foi quando comecei a usar bandana que minha vida melhorou. E baiano gosta de superstição (risos). Além disso, é uma marca incrível. Você vê alguém de bandana e se lembra de mim – diz o cantor, de 73 anos, que corre nesta manhã no Aterro do Flamengo.
Bell Marques investe em circuito de corrida
Reprodução/Instagram
Além da passada pela Zona Sul do Rio, a corrida já tem data marcada em Brasília, dia 1° de Maio, em Palmas, dia 20 do mesmo mês, e Campina Grande, dia 7 de junho. Há percursos de 5km e de 10km. Depois, os atletas curtem um show do ex-Chiclete com Banana, e dos filhos dele, Rafa e Pipo Marques.
– Eu corro 5km para dar tempo de comer algo, tomar um banho e subir no trio para fazer o show. E faço o percurso em 25 minutos, em média. Já fiz mais rápido, mas o público gosta de correr junto comigo, paro para tirar foto, essa é a graça para incentivar todo mundo.
O perfil de atleta é antigo, já que não corre só nas provas do circuito. Ele também investe na musculação e no tênis. E não dá para esquecer que já são mais de 40 anos no carnaval baiano ficando horas em cima de um trio agitando multidão.
Bell Marques diz não sentir o peso da idade
Reprodução/Instagram
– Até esqueço que tenho 73 anos. Não sinto o peso da idade. E treino muito até para aguentar meu ritmo no carnaval. Fico sete horas em cima de um trio e sei que não posso sentir minhas pernas bambearem. Quando elas tremem, minha cabeça entende que estou cansado, a voz falha. Foi o mecanismo que desenvolvi.
A resistência é o que o também o faz rejeitar qualquer menção a uma possível aposentadoria. Investir nos negócios da corrida também não foi para que um dia esse lado vire um plano B.
– Quando vejo artistas que gosto na ativa, com mais de 80 anos, sinto que farei o mesmo com facilidade. Não penso em parar. A música é meu negócio principal. O que a idade vai me fazer é correr os quilômetros do percurso devagar.
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