MADRI* – A conquista de Aryna Sabalenka no Prêmio Laureus de 2026 não se explica apenas pelos números, embora eles também estejam lá. Eleita a melhor atleta do mundo nesta segunda-feira, em Madri, a bielorrussa foi reconhecida por um tipo de domínio que nem sempre aparece na contagem de troféus, mas se impõe ao longo do tempo.
Em 2025, Sabalenka venceu o US Open, foi finalista no Australian Open e em Roland Garros e, sobretudo, sustentou o número 1 do ranking do início ao fim da temporada, algo cada vez mais raro em um circuito feminino marcado pela alternância constante no topo.
Mais do que um pico, foi permanência.
— Ganhar o Laureus é algo muito especial para mim. Quando você vê seu nome ao lado de tantas lendas, percebe o tamanho disso – disse Sabalenka. — Não é só sobre vitórias. É sobre tudo o que vem junto: a pressão, os momentos difíceis, o trabalho diário. É isso que esse prêmio reconhece, completou.
A leitura da premiação acompanha esse percurso. Em um ano sem uma atleta dominante nos quatro Grand Slams, o Laureus premiou quem conseguiu se manter no limite durante toda a temporada, mesmo em um cenário de instabilidade competitiva.
Mas há um elemento que ajuda a explicar melhor a escolha: a forma. Sabalenka construiu sua temporada não apenas com resultados, mas com uma identidade muito clara em quadra. É uma jogadora que vive cada ponto com intensidade máxima, que transforma vitórias e derrotas em episódios visíveis, quase físicos, e que, ao fazer isso, eleva o nível das partidas que disputa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/c/x/DWTIZ6TgGh4HdlK7ttdg/gettyimages-2272244342.jpg)
— Se eu puder inspirar alguém com a forma como eu faço isso, já vale tudo – disse a jogadora, na cerimônia em Madri.
Não é um detalhe. Em um circuito cada vez mais equilibrado, onde a diferença técnica entre as principais jogadoras se estreita, a maneira de competir passa a ser também um critério de distinção.
A vitória no Laureus reforça essa leitura. Sabalenka não foi premiada por ter sido imbatível — não foi —, mas por ter sido constante onde quase ninguém consegue ser.
E, no cenário atual do tênis feminino, isso já é uma forma de domínio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/K/X/anSsXfRC2aSDNldBffWQ/gettyimages-2272271931.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/Z/b/ls6k67T4WAVku8XzdKjw/gettyimages-2272240912.jpg)
Além de Sabalenka, a edição de 2026 do Laureus premiou nomes que ajudam a desenhar o mapa atual do esporte mundial, entre domínio, renovação e impacto social.
Confira os vencedores do Prêmio Laureus 2026
- Carlos Alcaraz (Espanha) — melhor atleta masculino
- Aryna Sabalenka (Bielorrúsia) — melhor atleta feminina
- Paris Saint-Germain (França) — time do ano
- Lando Norris (Inglaterra) — revelação do ano
- Rory McIlroy (Irlanda) — retorno do ano
- Gabriel Araújo (Brasil) — atleta com deficiência
- Chloe Kim (EUA) — esportes de ação
- Lamine Yamal (Espanha) — jovem atleta do ano
- Toni Kroos (Alemanha) — prêmio de inspiração esportiva
- Nadia Comăneci (Romênia) — prêmio pelo conjunto da carreira
- Projeto Fútbol Más — Laureus Sport for Good
*O jornalista viajou a convite do Laureus



