Taxa de crescimento do gás carbônico na atmosfera bateu recorde histórico em 2024, aponta pesquisa

Em 2024, o ano mais quente da história registrada, a Terra quebrou outro recorde preocupante: o CO2 na atmosfera cresceu no ritmo mais rápido desde que as medições começaram, há 65 anos.
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Um estudo publicado na Nature Communications aponta que os principais responsáveis pelo aumento do CO₂ não foram as fábricas nem os carros — mas a própria natureza. Submetida a calor e chuvas extremas, ela liberou muito mais carbono do que conseguiu absorver.
Em 2024, a taxa de crescimento do CO₂ atmosférico bateu o recorde histórico: 3,73 partes por milhão por ano, superando o pico anterior registrado durante o El Niño de 2015/16.
Os dados foram obtidos a partir da análise de diversas fontes — como satélites e estações terrestres — e os resultados foram validados com medições de campo realizadas em 98 locais ao redor do mundo.
Isso, no entanto, não significa que as ações humanas não tenham relação com o fenômeno. Houve uma queda drástica na capacidade da vegetação natural do planeta de absorver o CO₂ gerado pela humanidade, processo que os pesquisadores chamam de “respiração” da Terra.
Na prática, isso indica que o planeta está perdendo um de seus principais mecanismos naturais de proteção contra o aquecimento global. Em 2024, essa “esponja” encolheu dramaticamente — e o motivo revela um ciclo perigoso: quanto mais quente e úmido o clima se torna, mais o solo e a vegetação liberam CO₂, o que intensifica ainda mais o aquecimento do planeta.
Somado a isso, está o aumento das áreas de pastagem que, junto com regiões de vegetação baixa, foram as que mais contribuíram para esse crescimento.
É importante ressaltar que 2024 foi um ano climaticamente atípico, marcado por um intenso El Niño e por temperaturas recordes em todo o planeta.



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