Imposto de Renda 2026: atrasar entrega do documento não deve aumentar muito a restituição

A Receita Federal já recebeu, até o último dia 11, 10,6 milhões de declarações de Imposto de Renda 2026, com 76% delas, ou três a cada quatro, com algum valor a restituir para o contribuinte. A expectativa é que sejam entregues 44 milhões de documentos dentro do prazo, no fim de maio, sendo 60% delas — aproximadamente 26 milhões — com algum valor a restituir ao contribuinte.
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Por conta da quantidade de lotes de restituição e das regras, que priorizam o estorno a classes específicas, como idosos e professores, muitas pessoas deixavam para entregar o documento na última hora, já que o valor da restituição seria corrigido pela Taxa Selic, hoje em 14,75%.
— Se não há pressa, receber nos últimos lotes pode significar uma correção pela Selic interessante, muitas vezes superior a aplicações conservadoras — diz Richard Domingos, diretor tributário da Confirp Contabilidade. – O rendimento pode ser até mesmo superior ao de linhas de investimento tradicionais, como a poupança, já que, com a taxa de juros acima de 8%, a caderneta acaba rendendo menos que outros investimentos com nível de segurança semelhante, como títulos do Tesouro.
Apesar do mecanismo, a Receita anunciou este ano que essa estratégia pode não ter muito efeito. É que o órgão pretende pagar 40% das restituições no primeiro lote, que acontece no último dia da entrega das declarações, em 29 de maio. A estimativa é desembolsar, na ocasião, a restituição de nove milhões de contribuintes.
O segundo lote de restituição terá a mesma quantidade de contribuintes beneficiados, prevê o órgão, representando outros 40% de quem possui direito ao reembolso.
— Estamos evoluindo cada vez mais rumo a um momento ideal, no qual a restituição será automática. Este ano damos um passo muito importante nessa direção, para que o contribuinte que não está na malha fina não tenha de aguardar meses para o recebimento da restituição — disse Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, durante a apresentação das regras para a declaração em 2026.
Como a restituição ficava “em banho-maria” entre o período da declaração até ser estornada pela Receita, ela rendia a Selic no intervalo, como uma correção monetária. Atrelado à taxa básica, esse rendimento poderia até ser mais vantajoso do que outras aplicações, diante da não cobrança de impostos sobre essa diferença.
Para efeito de comparação, investimentos em poupança renderam, até o último dia 10 de abril, apenas 2,66%, enquanto aqueles atrelados à Taxa Selic valorizaram 3,8%.



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