‘Existe uma energia diferente, um orgulho muito forte em representar o país’


O jornal francês L’Équipe publicou neste sábado (11) uma entrevista exclusiva com Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, que vive sua primeira experiência no comando de uma equipe nacional, e também sua primeira imersão no futebol e na cultura do Brasil.

Aos 66 anos, o treinador italiano revelou estar plenamente adaptado à nova rotina no país, onde reside atualmente. Encantado com o cotidiano no Rio de Janeiro, Ancelotti afirmou que a decisão de assumir a Seleção foi mais emocional do que racional. “Estou feliz por descobrir uma nova cultura, não apenas o futebol, mas também as tradições e o jeito de viver dos brasileiros”, destacou.

Durante a entrevista, o técnico enfatizou que um dos maiores desafios da função é manter o vínculo com os jogadores, já que os encontros são menos frequentes do que em clubes. Ainda assim, ele garante que o relacionamento segue próximo, com conversas constantes e observação de partidas ao redor do mundo.

Outro ponto que chamou atenção foi a visão de Ancelotti sobre o ambiente da Seleção. Segundo ele, vestir a camisa do Brasil tem um peso emocional único. “Os jogadores ficam genuinamente felizes quando chegam. Existe uma energia diferente, um orgulho muito forte em representar o país”, afirmou.

O treinador também fez elogios ao perfil do jogador brasileiro, destacando características como humildade, talento e forte conexão emocional com o jogo. Para ele, essa intensidade não deve ser vista como fragilidade, mas como uma força. “É bonito ver um jogador se emocionar. Isso não é fraqueza”, disse.

A relação com a cultura brasileira também tem influenciado sua visão de trabalho. Ancelotti citou o impacto do carnaval, especialmente no Rio e em Salvador, como exemplo de dedicação coletiva e paixão, valores que ele pretende levar para dentro do grupo. “Há alegria, mas também muito esforço e organização. Isso me inspira”, explicou.

De olho na Copa do Mundo FIFA de 2026, o técnico deixou claro que ainda não há definições fechadas sobre a convocação. Segundo ele, todos os jogadores brasileiros seguem sendo observados, independentemente da idade. A meritocracia será o principal critério.

Por fim, Ancelotti resumiu sua filosofia de trabalho com uma palavra-chave: adaptação. Em um ambiente novo, com cultura e dinâmica diferentes, ele aposta na flexibilidade como principal ferramenta para extrair o melhor da equipe, com o objetivo claro de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.



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