4ª DP deflagra Operação Silêncio Rompido

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 4ª Delegacia de Polícia, concluiu com êxito a Operação Silêncio Rompido, voltada ao combate a crimes relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher na região administrativa do Guará.

A denominação “Silêncio Rompido” faz referência à coragem da vítima que, após 24 anos de agressões, xingamentos e ameaças sofridos em silêncio, decidiu romper o ciclo de violência e denunciar o agressor — permitindo a atuação da Polícia Civil e do Poder Judiciário para garantir sua proteção.

Em maio de 2025, a vítima relatou que, durante o relacionamento abusivo com o ofensor, de 47 anos, foi constantemente xingada, agredida, desrespeitada e ameaçada. Informou ainda que o autor é usuário de bebidas alcoólicas e cocaína, além de apresentar comportamento extremamente violento. Mesmo após a separação, ocorrida em 2018, o investigado continuou a importuná-la.

No dia 11/05/2025, por volta das 3h, sob efeito de álcool e drogas, o autor dirigiu-se armado à residência da mãe da vítima, senhora de quase 70 anos, onde causou danos, proferiu xingamentos e fez ameaças. No dia seguinte, inconformado após ser confrontado pelo próprio filho, enviou áudios ameaçadores à vítima, com frases intimidadoras, ofendendo sua dignidade e prometendo causar-lhe mal injusto e grave.

Diante da gravidade dos fatos, foi instaurado inquérito policial para apurar os crimes de injúria e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Medidas protetivas de urgência foram requeridas em favor da vítima e deferidas pelo Poder Judiciário.

Cabe destacar que o investigado possuía antecedentes criminais, com condenação a 3 anos e 5 meses de reclusão por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, cuja punibilidade foi extinta pelo cumprimento integral da pena.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra o autor, dando origem à ação penal em trâmite perante o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Guará.

No curso do processo, o autor não compareceu aos atos processuais, razão pela qual foi decretada sua prisão preventiva em 01/04/2026.

O mandado foi cumprido em 08/04/2026, por volta das 12h50, por policiais civis plantonistas da 4ª DP, evidenciando a celeridade da atuação policial — apenas uma semana após a expedição.

Em seguida, o autor foi ouvido perante a autoridade policial e, acompanhado de advogado, optou por exercer seu direito constitucional ao silêncio.

Após os procedimentos de praxe, o preso foi encaminhado à carceragem da DCCP/PCDF, onde permanece recolhido à disposição da Justiça.

A Operação Silêncio Rompido reforça o compromisso da Polícia Civil do Distrito Federal com a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, demonstrando que, uma vez rompido o silêncio — ainda que após longos anos de sofrimento, como no presente caso —, o Estado atuará com firmeza para responsabilizar os agressores e garantir a segurança das vítimas, em estrita observância à Lei nº 11.340/2006.



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