Antes de circular por feiras e eventos com suas pipocas gourmet, Alessandra Nascimento, conhecida como Alê das Pipocas, enfrentou um período de luto e depressão que mudou o rumo da sua vida. Moradora do Morro do Adeus, em Bonsucesso, na Zona Norte, foi na memória afetiva e na necessidade de recomeçar que ela encontrou um novo caminho.
Festival Favela Gastronômica chega à 3ª edição com sabores das periferias
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A escolha não foi por acaso. Mais do que um produto, a pipoca carrega uma história familiar. Segundo Alê, a mãe costumava falar sobre a importância do alimento em momentos difíceis, quando ajudava a matar a fome da família. Ao resgatar essa lembrança, a empreendedora também encontrou uma forma de reconstruir a própria trajetória.
— Minha mãezinha sempre falava da importância da pipoca. Quando eu comecei a trabalhar com isso, comecei a lembrar das histórias boas da minha infância — relembra.
Com o tempo, o que começou como alternativa de sobrevivência se transformou em empreendimento. Há sete anos na gastronomia, ela investiu em formação e fez cursos para desenvolver receitas próprias. Hoje, trabalha com um milho importado, não transgênico e sem casca.
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Atualmente, o “Alê das Pipocas” funciona de forma itinerante, com participação em feiras artesanais e eventos. Mesmo sem um ponto fixo estruturado, a empreendedora segue consolidando seu espaço na gastronomia periférica, enfrentando desafios como a falta de recursos e infraestrutura.
Alessandra será uma das participantes da próxima edição do Favela Gastronômica, evento que reúne chefs de diferentes territórios periféricos do Rio de Janeiro.
O Favela Gastronômica acontece nos dias 11 e 12 de abril, na Praça de Inhaúma, Zona Norte do Rio, com entrada gratuita. O festival reúne 25 chefs de dez favelas, com pratos que vão de receitas tradicionais a releituras contemporâneas da culinária brasileira, com preços acessíveis.
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