O desafio das nove partidas programadas para abril é o fantasma que atormenta a maioria dos clubes que disputam o Brasileiro. Viagens, jogos difíceis com intervalo entre três e quatro dias, e o medo de despencar na classificação. É a primeira fase do funil que filtrará os objetivos de cada um. Menos mal para o Botafogo, que estreia quinta-feira na Sul-Americana, enfrentando o Caracas, no Nilton Santos. Das sete partidas ainda a cumprir, cinco serão em casa. Detalhe que pode fazer diferença para o time que inicia a caminhada sob o comando de um novo técnico.
FLAMENGO 3 x 1 SANTOS
Não foi atuação de encher os olhos, muito pelo contrário. Mas também esteve longe de ser ruim. A vitória no Maracanã, diante de quase 70 mil torcedores, teve um tanto de euforia pelo placar com pinta de goleada e momentos de angústia pela dificuldade que o sistema de Leonardo Jardim encontrou para vencer a retranca do Santos de Cuca. Faltou sintonia fina nas associações pelo meio e exagero nas bolas aéreas. O futebol até aqui exibido não entusiasma, mas há margem para crescimento.
CORITIBA 1 x 1 FLUMINENSE
A formação que Luis Zubeldía levou ao Couto Pereira fez mais do que se esperava num confronto fora de casa e contra um adversário que exige muito do oponente. O Fluminense tentou controlar as ações, criou ótimas chances e, mesmo com sete jogadores que poderiam ser considerados reservas, foi quem saiu de campo frustrado. Ainda assim, os dez pontos nos últimos cinco jogos indicam que a briga será mesmo por posições no G4.
VASCO 1 x 2 BOTAFOGO
Difícil saber se o resultado do clássico em São Januário foi determinado pelo plano de jogo traçado pelo técnico Rodrigo Bellão ou pela apatia do time de Renato Gaúcho. Ou pela combinação dos fatores. A opção por uma formação mais experiente, com meio e ataque compactados, fez do Botafogo uma equipe mais competitiva. E deu resultado. O Vasco, com Pumita, Rojas e Hinestroza, não teve a pegada esperada. Allan, Danilo e Edenilson suportaram as ações ofensivas de Vitinho e Alex Telles, e Junior Santos, Matheus Martins e Arthur Cabral reduziram espaços para articulações de Thiago Mendes, Cuiabano e Andrés Gómez. Não havia em campo quem pudesse desequilibrar o confronto, e o jogo se abriu para os dois times nos 45 minutos finais. Levou a melhor quem cometeu menos erros.
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