Após 26 dias, guerra no Oriente Médio tem 'proposta de paz' dos EUA e negativa do Irã

O conflito no Oriente Médio, em seu 26º dia, registrou novos movimentos diplomáticos e militares nesta quarta-feira. A Guarda Revolucionária Iraniana confirmou o lançamento de mísseis e drones contra o território israelense, incluindo a região de Tel Aviv, e bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia. Em paralelo à ofensiva, a diplomacia americana enviou a Teerã uma proposta de 15 pontos que visa o fim das hostilidades, com exigências sobre o programa nuclear e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
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Confira abaixo as principais informações da guerra, organizada pelo jornal EXTRA:
EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra
A Casa Branca encaminhou a Teerã uma proposta estruturada em 15 pontos para a cessação das hostilidades. O documento prevê restrições severas ao desenvolvimento nuclear iraniano e a garantia de fluxo comercial no Estreito de Ormuz. Informações da imprensa indicam que o texto exige o fim do suporte a grupos como Hamas e Hezbollah, além de assegurar a neutralidade da principal via marítima da região.
Irã nega negociações com EUA
O embaixador iraniano no Paquistão declarou, nesta quarta-feira, a inexistência de diálogos com o governo dos Estados Unidos. A afirmação rebate o posicionamento do presidente Donald Trump sobre a existência de conversas em curso para o término do conflito. De acordo com o diplomata, não houve negociações “diretas ou indiretas” entre as duas nações.
Sete soldados mortos em ataque no Iraque
Um bombardeio aéreo contra uma base militar no oeste do Iraque resultou na morte de sete soldados. A unidade militar sofreu o segundo ataque em um intervalo de 24 horas. Na terça-feira, uma ação similar causou 15 óbitos em posições ocupadas pelo Hashd al Shaabi, coalizão que integra grupos pró-Irã. Organizações armadas aliadas a Teerã reivindicaram ataques contra postos de interesse americano no país e em outras regiões da vizinhança.
Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, estabeleceu uma comparação entre a crise atual e a invasão do Iraque ocorrida há duas décadas. Para o chefe de governo espanhol, o cenário bélico contemporâneo no Oriente Médio é “muito pior” e possui “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra de 2003.
Israel afirma que bombardeou centros de produção de mísseis no Irã
As Forças de Defesa de Israel confirmaram a execução de ataques aéreos em Teerã nos últimos dias. O alvo da operação foram duas unidades de fabricação de mísseis de cruzeiro navais. Segundo o comando militar israelense, as instalações operavam sob supervisão direta do Ministério da Defesa do Irã.
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Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo
A estatal chinesa Cosco anunciou o restabelecimento do transporte de contêineres para portos selecionados no Golfo. A gigante da navegação global havia suspendido as operações na região há três semanas em decorrência dos riscos impostos pela guerra.
AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, manifestou prontidão para autorizar o uso de reservas estratégicas de combustível. A medida atende a uma solicitação da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Durante uma reunião em Tóquio, Birol afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.
Combate no sul do Líbano
O Exército de Israel informou a destruição de centros de comando e de um depósito de armamentos do Hezbollah em território libanês, com o registro de baixas entre os combatentes do grupo. O Hezbollah, por sua vez, confirmou ataques contra um tanque e guarnições israelenses na zona de fronteira, além do disparo de foguetes contra a cidade de Kiryat Shmona. Sirenes de alerta foram acionadas no norte de Israel, mas não há registro oficial de vítimas civis.
Irã ataca Israel e países do Golfo
A Guarda Revolucionária do Irã detalhou a ofensiva de longo alcance realizada contra centros urbanos de Israel e infraestruturas militares estrangeiras na região. No Kuwait, as autoridades locais confirmaram um incêndio no aeroporto internacional após drones atingirem um tanque de combustível. Não houve registro de feridos nesta incursão específica.
Nove mortos em ataques israelenses no Líbano
A agência oficial de notícias libanesa (ANI) reportou a morte de nove pessoas após três incursões aéreas israelenses no sul do Líbano. A ofensiva ocorreu após o Exército de Israel emitir alertas de evacuação para moradores de bairros na periferia sul de Beirute, sob a justificativa de bombardeios iminentes contra redutos do Hezbollah.
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Petróleo em queda
O mercado de energia apresentou retração nesta quarta-feira. O barril de Brent, referência internacional, registrou queda de 3,8%, negociado a US$100,54 (cerca de R$ 526,20). O índice West Texas Intermediate (WTI), balizador do mercado americano, recuou 3,1%, estabelecido em US$ 89,46 (quase R$ 470,00).
Teerã flexibiliza o controle de Ormuz
O governo iraniano notificou a Organização Marítima Internacional (OMI) sobre as condições de tráfego no Estreito de Ormuz. No comunicado, o Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção.
Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação
A agência de energia atômica iraniana denunciou um ataque contra a usina nuclear de Bushehr, localizada no sul do país. Teerã atribuiu a responsabilidade da ação aos Estados Unidos e a Israel, ressaltando que não houve danos estruturais à planta. Diante do episódio, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à moderação máxima, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.



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