Na última quarta, a prefeitura do Rio assinou um acordo com a Novo Nordisk — laboratório que produz o Ozempic — e euzinha, que vi a solenidade de pertinho, entrevistei Conrado Carrasco, líder de Parcerias Institucionais da empresa, para entender o que vai rolar. Naquele dia, quem também pegou na caneta foi o então prefeito Eduardo Paes (agora Dudu é ex) e seu vice e xará, agora prefeito, Eduardo Cavaliere.
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O que assinou na minha frente?
A gente celebrou uma carta de intenções, que inclui o município do Rio num programa de cooperação global da Novo Nordisk. É o primeiro passo para o acordo de cooperação técnica que vai ser celebrado.
Cooperação técnica de quê?
Vai incluir duas dimensões. A primeira é o apoio à gestão do processo do cuidado, fazendo aqui (no Super Centro) rodadas de capacitações, identificando as necessidades da rede. E vamos ter um trabalho de geração de evidências de políticas públicas, para demonstrar que este tipo de programa ele é de custo efetivo e se paga.
Presidente da Câmara, Carlo Caiado; Eduardo Cavaliere; Conrado Carrasco; e Eduardo Paes com Ema Jurema
Júlia Aguiar
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E o que isso significa?
Que as pessoas, ao melhorarem suas condições de saúde com a redução do peso, vão ter menos complicações, menos risco cardiovascular, menos propensão ao diabetes tipo 2 e a uma série de doenças. A gente pode monitorar o quanto isso significa em termos de economicidade para a administração pública e, ao final desses dois anos de parceria, ter esses resultados sistematizados para que esse modelo (adotado no Rio) seja replicável em maior escala no SUS.
‘Resultados’: fala de grana?
Sim. A gente quer mostrar que a melhoria de eficiência (do programa de tratamento à obesidade) vai reduzir filas, complicações, internações.
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O acordo vale só se a Novo Nordisk vencer a futura licitação?
Não, independe de produto.
Pensando em replicar, vocês acompanham outros lugares?
Hoje, nós temos tratativas com o Instituto de Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Estado do Rio e temos a perspectiva de ter o mesmo programa, em breve, no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Mas o Rio de Janeiro é o pioneiro a ter semaglutida (nome do medicamento que vem dentro da caneta de Ozempic) oferecida de maneira estruturada na rede.
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Fabricante do Ozempic sobre acordo assinado com prefeitura do Rio: 'Para ser replicável em maior escala no SUS'



