Morador é morto em 'ação covarde' de traficantes, diz PM

Um dos oitos mortos na operação da Polícia Militar em favelas da região central do Rio foi um morador. O tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, disse a jornalistas que parte da quadrilha “em ação covarde” invadiu uma residência e fez uma família refém. O morador Leandro Silva Souza acabou morto em meio à negociação.
Quem é Jiló: traficante morto em operação da PM tinha 135 anotações criminais; veja histórico
Após morte de chefe do tráfico: ônibus é incendiado, outros são sequestrados e vias são fechadas na região central do Rio
— A gente estava buscando solução pacífica, mas houve disparos de dentro da residência, e o senhor Leandro levou o primeiro paf (perfuração de arma de fogo) na região da cabeça. Nossa tropa respondeu com fogo, onde houve a ação de neutralização dos criminosos. Conseguimos tirar a dona Roberta em segurança, em estado de choque — disse.
Mais sete mortos
A operação do Bope deixou ainda mais sete pessoas mortas em favelas da região central do Rio. Entre os mortos, está Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. Outras duas pessoas ficaram feridas. No final da manhã, uma série de ações criminosas tomou vias próximas às comunidades — Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos — onde os policiais atuam. Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, um ônibus foi incendiado. Outros foram sequestrados e usados como bloqueios.
‘Era um traficante sanguinário’
Na operação foram apreendidos dois fuzis, quatro pistolas e dois revólveres, segundo a PM. Quatro pessoas foram detidas por provocar arruaça nas ruas. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, Jiló exercia papel relevante no Comando Vermelho. Nesta quarta-feira, a PM localizou o esconderijo dele e a operação foi planejada.
— Era um traficante sanguinário — afirmou Menezes.
Envolvimento em morte de turista
Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, começou a colecionar anotações criminais na década de 1990. Entre os crimes estão tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e roubo. Contra ele, havia 10 mandados de prisão em aberto.
Jiló é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. Na ocasião, o estrangeiro e um primo, cada um numa moto, e entraram no Morro dos Prazeres por engano. Bardella morreu na hora. O corpo dele foi colocado na mala de um carro, onde o primo foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade, até o tráfico mandar que ele fosse liberado.
De acordo com a polícia, Jiló havia saído da cadeia 30 dias antes de se envolver na morte de Bardella. Ele havia sido preso em 1990 e recebeu uma progressão de pena.
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