Enquanto se prepara para encarnar seu primeiro vilão na TV, em “A nobreza do amor”, trama das seis que estreia na próxima segunda-feira, Lázaro Ramos vive a expectativa de desembarcar nos Estados Unidos para participar da cerimônia do Oscar, neste domingo. Ele vai acompanhar Wagner Moura, seu amigo de longa data, na torcida pelo filme “O agente secreto”, indicado em quatro categorias, incluindo melhor filme e melhor ator. Lázaro pediu para a Globo reorganizar seu roteiro de gravação, tudo para que pudesse estar em Los Angeles.
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— Apesar de eu ter trabalho aqui a fazer, quero muito ir e sinto que vão me liberar. Nem sei o que será de mim. Estou com medo de pagar mico (risos) — empolga-se Lázaro.
Ao falar do assunto, o ator de 47 anos se recorda com bom humor do filme “Saneamento básico” (2007), em que atuou com Wagner, Camila Pitanga, além de Fernanda Torres, indicada ao Oscar em 2025 por “Ainda estou aqui”.
— A lista (dos indicados ao Oscar) é assim: Fernanda, Wagner, ano que vem será a Camila, e eu em 2028. Isso já está marcado. “Saneamento básico”, de Jorge Furtado, é uma antecipação dos prêmios internacionais do cinema brasileiro — brinca Lázaro, que não esconde a emoção ao falar sobre o bom momento do cinema nacional no cenário mundial: — A gente tá na moda por estar fazendo filmes que falam do nosso Brasilzão, mostrando as paisagens do nosso país, contando as histórias que estão no nosso coração. Aí a gente está ganhando o mundo. Por quê? Porque a gente está sendo a gente mesmo. Isso é muito legal de ver.
Paixão de iniciante
Lázaro Ramos em ‘A Nobreza do Amor’
Rede Globo/ Divulgação
Em “A nobreza do amor”, Lázaro estreia como vilão na pele de Jendal, primeiro-ministro de Batanga, um reino africano fictício. Ele dá um golpe e vira o rei do local, obrigando a filha do antigo monarca a se casar com ele.
— Como eu nunca fiz um vilão, tô encarando com paixão, como se eu estivesse começando na profissão. Jendal é um personagem patético, ambicioso, manipulador e muito vaidoso. Vai causar muitos problemas. É um tipo que eu não tô acostumado a fazer. No geral, o carisma e o sorriso de Lazinho tá sempre presente — resume ele, animado com o novo trabalho.
O personagem tem uma paixão doentia por Alika (Duda Santos), que vive um inferno na terra ao ser prometida a um homem que ela não ama. Ao tentar fugir desse crápula, ela vem para o Brasil e se apaixona por Tonho (Ronald Sotto), um jovem humilde.
— Pra gente amar a Alika e o Tonho, a gente precisa odiar alguém. Estou aqui servindo a essa função. Não quero defender o Jendal, mas acho que ele ama Alika de verdade. O problema é o que ele faz com esse amor, né? É um homem que foi rejeitado e, a partir disso, quer que todo mundo sofra. Ele tem afeto, só não sabe o que fazer com esse sentimento — analisa o intérprete.
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Kênia (Nikolly Fernandes) é filha do vilão Jendal (Lázaro Ramos) na novela ‘A nobreza do amor’
Estevam Avellar/Rede Globo
Convite irrecusável: Lázaro recebeu o convite da novela sem saber qual personagem interpretaria. “A novela mistura a estética da África com a do Nordeste do Brasil. É uma fábula com uma princesa negra, não tinha como eu recusar”, afirma Lázaro.
Figurino: o figurino de Jendal ajudou o ator a entrar no personagem: “Me senti poderoso. Quando coloquei a roupa, entendi o lugar que ele quer ocupar. É grande, com joias pesadas. Isso diz muito sobre ele”.
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Lázaro Ramos fala sobre a expectativa para ir ao Oscar após pedido de liberação da Globo: 'Estou com medo de pagar mico'



