Uso de escadas e menos ar-condicionado no trabalho: Tailândia adota medidas para economizar energia em meio à guerra no Oriente Médio

O governo da Tailândia deu início nesta terça-feira ao plano de contingência para economia de energia no país. Afetado pela crise de fornecimento de petróleo, consequência da guerra no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, o país deu início às ações com o objetivo de realizar uma prevenção de uma crise energética interna.
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As medidas anunciadas — direcionadas para funcionários públicos, mas sugeridas também para o setor privado — incluem a obrigatoriedade do trabalho remoto, além do cancelamento das viagens para o exterior, exceto em casos de extrema necessidade.
Houve indicação para o uso de escadas em vez de elevadores em caso de deslocamentos curtos e também a utilização moderada do ar-condicionado, com temperaturas entre 26 e 27 graus. Caso os funcionários não estejam em compromissos formais, haverá liberação do uso de vestimentas curtas e mais frescas.
Segundo o ministro da Energia da Tailândia, Auttapol Rerkpiboon, o país ainda não enfrenta uma situação de crise, mas há recomendações mais “extremas” caso a situação se agrave. Diminuir a intensidade da iluminação em outdoors e o fechamento de alguns postos de gasolina a partir das 22h são algumas das soluções para driblar uma possível instabilidade na produção de energia.
Vietnã segue o exemplo
Também localizado na Ásia e com forte dependência das importações energéticas vindas do Oriente Médio, o Vietnã anunciou nesta terça-feira recomendações para a população. Segundo a agência de notícias Reuters, o país tem sido um dos principais afetados pela crise de combustíveis criada pela guerra.
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O Ministério do Comércio incentivou as empresas locais a adotarem o regime de trabalho remoto, para reduzir a necessidade de viagens e transporte. O ministério também solicitou ao público para não estocar combustível. A recomendação vem após uma corrida aos postos de gasolina, também nesta terça, formar longas filas na capital Hanói.
Crise do petróleo e da distribuição
O petróleo teve queda de 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, após o anúncio de Donald Trump de que a guerra estaria próxima de um fim.
Após ter sido negociado na segunda-feira a mais de US$ 100 por barril, a tendência na terça aparece em queda. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, chegou a US$ 85,29, enquanto o do Brent do mar do Norte atingiu US$ 88,95.
Com o prosseguimento da guerra, o Irã promoveu bloqueios no Estreito de Ormuz, um dos principais canais de distribuição do mundo, responsável por ser trajeto de 20 a 30% do petróleo global. Cinco importantes membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) — Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque — realizam a exportação de suas produções pela via marítima.



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