Classificação como terroristas preocupa PT e PCC e CV podem entrar na pauta Lula-Trump


 

Facções brasileiras viram preocupação para reunião bilateral; EUA avançam em classificação como terroristas.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem entrar na pauta da reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ainda sem data definida. O governo brasileiro mantém alerta máximo sobre o tema.

O encontro, inicialmente previsto para março, foi adiado devido à guerra no Irã e ao desencontro de agendas. A possibilidade de classificação das duas maiores facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras (FTO) ganhou força nos últimos dias.

O Departamento de Estado americano finalizou a documentação sobre PCC e CV. O material passou por análise de diferentes órgãos do governo dos EUA e recebeu aval interno. O processo segue o mesmo modelo usado para cartéis mexicanos e venezuelanos.

A designação como FTO traria sanções pesadas: congelamento de ativos nos EUA, proibição de acesso ao sistema financeiro americano e veto a qualquer apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.

O combate ao tráfico internacional de drogas é prioridade da administração Trump. Em fevereiro, Lula já mencionou que o tema seria tratado no encontro com o presidente americano.

O governo brasileiro se posiciona contra a medida. Autoridades argumentam que PCC e CV não têm motivação política, ideológica, religiosa ou preconceituosa, característica essencial para enquadramento como terrorismo pela lei brasileira.

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles reforçam que organizações criminosas comuns visam lucro econômico, não mudança revolucionária ou tomada de poder. Manuel Furriela, reitor da Universidade Católica de Brasília, explica que o conceito internacional de terrorismo exige viés político ou ideológico.

Há preocupação com impactos na soberania nacional. A classificação poderia abrir brechas para operações americanas em território brasileiro, como ocorreu na Venezuela antes da captura de Nicolás Maduro.

O Itamaraty articulou diplomaticamente para barrar a iniciativa. No domingo (08/03), o ministro Mauro Vieira discutiu o assunto por telefone com o secretário de Estado Marco Rubio, tentando convencer os EUA a desistir.

Eduardo Galvão, especialista em risco político, afirma que o tema tem chance significativa de aparecer na conversa. “O combate ao crime organizado transnacional vem ganhando peso na agenda hemisférica dos EUA e já entrou nas discussões diplomáticas preliminares entre os dois países. A tendência é que o Brasil procure tratar o assunto dentro de uma lógica de cooperação, e não de enquadramento unilateral”.

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