Câmara de Planaltina aprova por unanimidade projeto que fortalece garantias para Parcerias Público-Privadas


Na última sessão ordinária do mês de fevereiro, realizada na quinta-feira (26), os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei nº 008/2026, que altera a Lei nº 902/2011 — responsável por instituir o Programa de Parcerias Público-Privadas (PPP) no município.

A nova legislação autoriza o Poder Executivo a vincular receitas específicas como mecanismo de pagamento e garantia em contratos de PPP. A mudança regulamenta, no âmbito municipal, o artigo 8º da Lei Federal nº 11.079/2004, que trata das normas gerais para contratação de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada.

Como era antes

Até então, a Lei nº 902/2011 permitia a estruturação de Parcerias Público-Privadas no município, mas não previa expressamente a possibilidade de utilizar receitas específicas como garantia de pagamento das obrigações assumidas nesses contratos. Na prática, isso dificultava a modelagem de projetos, pois investidores privados exigem segurança jurídica e financeira para participar de iniciativas que envolvem infraestrutura e prestação de serviços públicos.

Como fica agora

Com a aprovação do Projeto de Lei nº 008/2026, passam a poder ser vinculadas como garantia contratual as receitas provenientes de:

  • Fundo de Participação dos Municípios (FPM);
  • Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP/CIP);
  • Contribuição para Custeio de Sistemas de Monitoramento e Preservação de Logradouros Públicos (CSM).

Esses recursos poderão ser utilizados como mecanismo de pagamento e garantia de adimplemento das contraprestações em contratos de PPP, especialmente nos casos que envolvam:

  • Iluminação pública;
  • Instalação e operação de sistemas de monitoramento;
  • Infraestrutura voltada à segurança e preservação de espaços públicos.

Além disso, a nova norma determina que qualquer contrato que utilize essas receitas deverá estar previamente previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) e no Plano Plurianual (PPA), garantindo planejamento e transparência.

Impacto financeiro

A alteração não cria novos tributos nem aumenta despesas imediatas para o município. O que a medida faz é estruturar juridicamente o uso de receitas já existentes como garantia contratual. Isso tende a:

  • Reduzir o risco de inadimplência do poder público;
  • Aumentar a confiança de investidores privados;
  • Viabilizar projetos que antes poderiam não avançar por falta de segurança financeira.

Na prática, o impacto financeiro ocorre de forma indireta: ao oferecer garantias mais sólidas, o município pode atrair investimentos privados para áreas como iluminação e monitoramento urbano, reduzindo a necessidade de desembolso imediato com recursos próprios. Com isso, projetos de modernização e expansão de serviços públicos podem ser executados com maior eficiência, utilizando a lógica de parceria — onde o pagamento ao parceiro privado ocorre de forma planejada e vinculada a receitas específicas.

A nova lei, depois de sancionada deve entrar em vigor ainda este ano.



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