Vasco já sabia da intenção de Coutinho desde o final de 2025

A rescisão do contrato de Philippe Coutinho, em plena Quarta-feira de Cinzas não pegou os diretores do Vasco de surpresa. O jogador já havia manifestado a intenção de encerrar a carreira ao final da Copa do Brasil, em dezembro. Mas foi convencido a relaxar nos poucos dias de férias e deixar para reavaliar a decisão ao final do contrato, em junho. As últimas reações de parte da torcida, somadas à críticas que já extrapolavam o chamado campo & bola, acionaram o gatilho.
Em linhas gerais, Coutinho entende que, a caminho dos 34 anos em junho, não consegue atender às expectativas de momento. E optou por encerrar a relação profissional com o Vasco. Tudo isso é do jogo e não há o que discutir – embora deixe no ar um misto de frustração e revolta, tristeza e mau humor. Mais até pelas expectativas criadas com o retorno do “cria”, do que pelo que o meia era capaz de entregar em meio a jogadores limitados e sem muita identificação com o clube.
Coutinho voltou aos treinos em 5 de janeiro (15 dias após a última partida em 2025), disputou sete jogos em um mês e tinha três gols e uma assistência em 539 minutos – média de 77 min em campo. Não são números ruins para um meia-atacante da idade dele, no primeiro mês de trabalho de um time que acaba de perder as referências de ataque. O resto fica por conta da interpretação de cada um, e da expectativa que se tinha com o retorno de Coutinho depois de 14 anos no exterior.
É preciso apurar, no entanto, o que mais está por trás disso: da omissão de um presidente que não agiu no tempo certo, quando o jogador precisou de proteção, à queda de produção de titulares que até o ano passado eram destaques. Incluindo, é claro, a participação do treinador que também não anteviu que o mais valioso patrimônio institucional do elenco estava prestes a dar um basta na relação. E lembrem-se que se trata de um profissional com formação em psicologia.
É evidente que o Vasco sai perdendo nesta equação, seja em lucidez, carisma ou em valores intangíveis. Porque só os que desconhecem a história do clube com os jogadores que forma são capazes de achar que este tipo de relação merece análise fria, técnica ou rasteira. Por fim, a saída de Coutinho não deixa a terra arrasada. Com um mínimo de competência e boa vontade, essa gente que hoje comanda o Vasco consegue reconstruir o conjunto. Vejamos…



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