Qual a ordem dos desfiles das escolas de samba do carnaval do Rio nesta segunda? Confira os horários

Hoje tem o segundo dia de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. No carnaval de 2026, as agremiações se dividem em três dias de desfile: o primeiro foi no domingo (15), outro nesta segunda-feira (16) e o último na terça-feira (17). Tem Mocidade, Beija-Flor, Viradouro e Tijuca. Confira os horários e as letras dos sambas!
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Intérprete de Luma de Oliveira na Viradouro fala sobre preparação intensa para desfilar como a ex-rainha de bateria: ‘Não vou imitá-la
Mocidade Independente | 22h
A Mocidade Independente de Padre Miguel faz uma grande homenagem à Rainha do Rock Brasileiro, Rita Lee, neste carnaval. A trajetória da cantora será retratada na Sapucaí pela Verde e Branco, que ficou em penúltimo lugar em 2025 e busca melhores posições no ranking do Grupo Especial. A agremiação descreve no enredo “A padroeira da liberdade” que a artista veio ao mundo para arrombar a festa e escandalizar o Brasil. A rainha de bateria é a influenciadora Fabíola Andrade, que desfila nesse posto desde 2024.
Carnavalesco Renato Lage | Mestre de bateria Dudu | Intérprete Igor Vianna | Mestre-sala e porta-bandeira Diogo Jesus e Bruna Santos
RITA LEE — A PADROEIRA DA LIBERDADE
Autores: JEFFINHO RODRIGUES, DIEGO NICOLAU, XANDE DE PILARES, MARQUINHO ÍNDIO, RICHARD VALENÇA, ORLANDO AMBRÓSIO, RENAN DINIZ, LAURO SILVA, CLEITON ROBERTO E CABEÇA DO AJAX
Um belo dia resolvi mudar
Cansei dessa gente careta
Aos seus bons costumes eu sinto informar
Formei outras ovelhas negras
A tropicalista do verbo sem freio
Pra farda uma língua e o dedo do meio
Cabelo de fogo e a lente encarnada
Mutante da pele marcada
Transo rock e samba pra sentir prazer
Agora só falta você (yeah, yeah)
Agora só falta você
Sou independente, fácil de amar
Livre de qualquer censura
Vem, baila comigo, só de te olhar…
Posso imaginar loucuras
Amor é pra sempre
O corpo compondo entre a boca e o ventre
Dedilha a guitarra (lá láiá)
Arranca as amarras e me bebe quente
Meu doce vampiro além do querer
Desculpe o auê!
Se é caso sério, eu lanço perfume
Aumenta o volume que eu banco a verdade
Não adianta prender
Santa Rita “Leeberdade”
Vem, seja Pagu, se entrega
Quem foge ao padrão vence a regra
Sou voz feminina plural
Assino a estrela no seu carnaval
Mocidade êêêêê
Minha Mocidade, voltei por você!
Desbaratina a razão, se joga, meu bem
No céu, no mar, na lua… na Vila Vintém!
Beija-Flor | 23h30
Grande vencedora do carnaval no último ano, a Beija-Flor apresenta “Bembé”. A Azul e Branco conta tudo sobre a festa que acontece em Santo Amaro (BA), todo 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura no Brasil. “Ser de Nilópolis é a mesma coisa que ser da Bahia. Como o balaio que atravessa o mar do Recôncavo, nós avançamos a Sapucaí com nosso desfile-presente”, diz o carnavalesco João Vitor Araújo. Lorena Raissa é a rainha da escola há quatro anos. Aos 19, ela celebra seu primeiro carnaval depois do nascimento do filho, Gael.
Carnavalesco João Vitor Araújo | Mestres de bateria Rodney e Plínio | Intérpretes Nino e Jessica Martin | Mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso
BEMBÉ
Autores: SIDNEY DE PILARES, MARQUINHOS BEIJA-FLOR, CHACAL DO SAX, CLÁUDIO GLADIADOR, MARCELO LEPIANE, JOÃO CONGA, SALGADO LUZ, JULIO ASSIS, DIEGO OLIVEIRA, DIOGO ROSA, MANOLO, JULIO ALVES, CLAUDIO RUSSO E LÉO DO PISO
Não me peça pra calar minha verdade
Pois a nossa liberdade não depende de papel
Em Santo Amaro, todo 13 de maio
Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu
Ê, ê… João de Obá, griô sagrado
Ê, ê… Herança viva no mercado
Cantando, saudamos a nossa fé
Às nações do candomblé
Onde a paz e o respeito
Ressoam no couro do axé Funfun
Não tememos ataque algum
A rua ocupamos por direito
Põe erva pra defumar
Um ebó pra proteger
Saraiéié Bokunan, saraiéié
Nosso povo é da encruza
Arte preta de terreiro
É mistura de cultura
Multidão de macumbeiro
O povo gira no xirê, a celebrar…
A fé se espalha em cada canto, em cada olhar
Transborda magia no toque do tambor
Às Yabás, o balaio e o amor…
Yemanjá alodê no mar (no mar)
É d’Oxum toda beleza do ibá
É reza no corpo, é dança na alma
A rosa, a palma, o omolocum…
É Dona Canô de todo Recanto
Evoco a Baixada de Todos os Santos
Atabaque ecoou, liberdade que retumba
Isso aqui vai virar macumba!
Deixa girar que a rua virou Bembé
Deixa girar que a rua virou Bembé
O meu egbé faz valer o seu lugar
Laroyê, Beija-Flor, Alafiá!
Viradouro | 1h
A Unidos do Viradouro homenageia um integrante da própria escola com seu enredo. Aos 70 anos, o Mestre Ciça é o tema da Vermelho e Branco, que, por sua vez, completa 80. O desfile percorre a história do samba moderno nascido no Estácio, a revolução rítmica das baterias e a trajetória do profissional, criador de levadas, pausas e invenções que marcaram gerações. Musa da agremiação, Lore Improta vive esse momento de forma especial, grávida do segundo filho com Léo Santana. “Desfilar com meu bebê deixa tudo mais emocionante”, diz.
Carnavalesco Tarcísio Zanon | Mestre de bateria Ciça | Intérprete Wander Pires | Mestre-sala e porta-bandeira Julinho e Rute
PRA CIM, CIÇA!
Autores: ClAUDIO MATTOS, RENAN GÊMEO, RODRIGO GÊMEO, LUCAS NEVES, RODRIGO ROLLA, RONALDO MAIATTO, BERTOLO, SILVIO MESQUITA, MARCELO ADNET, ANDERSON LEMOS, SANDRINHO E THIAGO MEINERS
Se eu for morrer de amor, que seja no samba
Sou Viradouro, onde a arte o consagrou
Não esperamos a saudade pra cantar
Do mestre dos mestres, herdei o tambor
Eu vi a vida pulsar como fosse canção
Milhões de compassos pra eternizar
Em cada batida do meu coração
O som que reflete o seu batucar
Foi lá, onde o samba fez berço, do alto do morro
Um menino orgulha Ismael, bicho novo
Forjado nas garras do Velho Leão
Contam no Largo do Estácio
O destino em seu passo
Que fez, pouco a pouco, uma chama acender
Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger
Quando o apito ressoa, parece magia
Num trem caipira, no olhar da baiana
Medalha de ouro, suingue perfeito
Que marca no peito da escola de samba
Se a vida é um enredo, desfilou outros amores
Maestro fez do couro sinfonia
Na ousadia dos seus tambores
Peça perfeita pra me completar
Feiticeiro das evocações
Atabaque mandou te chamar
Pra macumba jogar poeira
No alto, vai resistir a caixa de Moacyr
Legado do mestre Caveira
Sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você
Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender
E, hoje, aos teus pés
Somos todos um nessa Avenida
Num furacão que nunca vai ter fim
Nossa história não encontra despedida
Unidos da Tijuca | 2h30
A Tijuca leva a escritora Carolina Maria de Jesus para a Avenida. O desfile promete mostrar a trajetória da mulher que transformou palavra em sobrevivência, denúncia em literatura e vida em legado. Da Bitita do interior mineiro à autora de “Quarto de despejo”, a trajetória da homenageada está documentada no enredo. À frente da bateria pela primeira vez, Mileide Mihaile antecipa a emoção da noite: “O coração está a mil! Sempre que piso na Sapucaí é uma loucura. É impossível fazer parte dessa festa tão linda, tão poderosa e não se arrepiar”.
Carnavalesco Edson Pereira | Mestre de bateria Casagrande | Intérprete Marquinhos Art’Samba | Mestre-sala e porta-bandeira Matheus Miranda e Lucinha Nobre
CAROLINA MARIA DE JESUS
Autores: LICO MONTEIRO, SAMIR TRINDADE, LEANDRO THOMAZ, MARCELO ADNET, MARCELO LEPIANE, TELMO AUGUSTO, GIGI DA ESTIVA E JUCA
Muda essa história, Tijuca
Tira do meu verso a força pra vencer!
Reconhece o seu lugar e luta
Esse é o nosso jeito de escrever!
Eu sou filha dessa dor
Que nasceu no interior de uma saudade
Neta de preto velho
Que me ensinou os mistérios
Bitita, cor retinta verdade
Me chamo Carolina de Jesus
Dele herdei também a cruz
Dele herdei também a cruz
Olhem em mim, eu tenho as marcas
Me impuseram sobreviver
Por ser livre nas palavras
Condenaram meu saber
Fui a caneta que não reproduziu
A sina da mulher preta no Brasil
Os olhos da fome eram os meus
Justiça dos homens não é maior que a de Deus!
Meu quarto foi despejo de agonia
A palavra é arma contra a tirania!
Sonhei sobre as páginas da vida
Ilusões tolhidas no sistema algoz
Que tenta apagar nossa grandeza
Calar a realeza que resiste em nós
Dos salões da burguesia aos barracos do Borel
Onde nascem Carolinas
Não seremos mais os réus
Por tantas Marias
Que viram seus filhos crucificados
Nas linhas da vida, verbo na ferida, deixei meu legado
Meu país nasceu com nome de mulher
Sou a liberdade, mãe do Canindé!
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