Portela coloca homem voando na comissão de frente e levanta público na Sapucaí

A Portela entrou na Avenida com o enredo “O mistério do príncipe do Bará — a oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, um recorte conduzido por uma fábula do Batuque, religião afro-brasileira de culto aos orixás, popular na região Sul do país. A escola apostou em uma comissão de frente que conta a história do Batuque em um ambiente 3D. Um dos destaques foi um homem voando com o auxílio de um equipamento especial, recurso que levantou o público ao ser acionado.
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A fábula que inspira o enredo traz dois personagens principais, o Negrinho do Pastoreio e o Bará (Exú), principal orixá do culto do Batuque. Segundo o carnavalesco André Rodrigues, esses personagens contarão um para o outro partes da negritude, a identidade negra, normalmente pouco identificada com o Sul do Brasil.
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Com promessa de promover desfile ousado e inovador, a escola aposta no universo 3D em sua Comissão de Frente.
— Estamos trazendo o Batuque através de um ambiente 3D, para que que todo mundo possa se sentir dentro da comissão de frente — revelou Cláudia Mota, coreógrafa da escola em conjunto com o marido Edifranc Alves.
Os 29 bailarinos entram na Sapucaí preenchendo o espaço com um grande elemento cênico branco que fará uma imersão “como se fosse um livro”.
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Ficha técnica
Presidente: Junior Escafura
Carnavalesco: André Rodrigues
Intérprete: Zé Paulo Sierra
Mestre-sala e porta-bandeira: Marlon Lamar e Squel Jorgea
Mestre de bateria: Vitinho
Rainha de bateria: Bianca Monteiro
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“O mistério do Príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”
É Bará, É Bará, ôô!
Quem rege a sua coroa, Bará?
É o rei de Sapaktá
Aláfia do destino no Ifá!
Tem mistério que incandeia
Pro batuque começar
Sou mistério que incandeia
Pra Portela incorporar
Vai, Negrinho vai fazer libertação
Resgatar a tradição
Onde a África assenta
Ô, corre gira, vem revelar
O reino de Ajudá
O pampa é terra negra em sua essência
Alupo, meu Senhor, Alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o Cruzeiro chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no romper da madrugada
Curandeiro, feiticeiro
Batuqueiro precursor
Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!)
Fundamento em seu terreiro
Resiste a fé no orixá
Da crença no mercado
Ao rito do Rosário
Ainda segue vivo o seu legado
Portela tu és o próprio trono de Zumbi
Do samba, a majestade em cada ori
Yalorixá de todo axé
Enquanto houver um pastoreio
A chama não apagará
Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar
Ae Oni Bará! Ae Babá Lodê!
A Portela reunida carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande
Tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa de Bará!
Composição: Valtinho Botafogo / Raphael Gravino / Gabriel Simões / Braga / Cacau Oliveira / Miguel Cunha / Dona Madalena.
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