Previdência do Amapá na mira da PF: operação investiga R$ 400 milhões investidos no Banco Master


Polícia Federal cumpre mandados em Macapá para apurar suspeitas de gestão temerária e fraudulenta na Amprev; aportes foram aprovados em 2024 por diretor-presidente e membros do comitê de investimentos.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6/2), a Operação Zona Cinzenta para investigar irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP).

O foco da ação são os investimentos realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, que totalizam aproximadamente R$ 400 milhões.

Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara Federal do Amapá. Os mandados buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que ajudem a esclarecer como foram aprovadas e executadas essas aplicações financeiras.

A investigação apurou que as decisões que autorizaram os aportes no Banco Master ocorreram em três reuniões do Comitê de Investimentos da Amprev, realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024. Nesses encontros, votaram favoravelmente à aplicação o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos. Os três são alvos da operação desta sexta-feira.

A PF e o Ministério Público analisam se a autarquia foi formalmente alertada sobre os riscos das operações, se existiam pareceres técnicos contrários e se esses alertas foram ignorados ou suprimidos no processo decisório. As suspeitas envolvem possíveis práticas de gestão temerária e gestão fraudulenta, com adoção de investimentos de alto risco incompatíveis com a natureza previdenciária dos recursos.

A investigação tramita na primeira instância da Justiça Federal, pois não há, até o momento, investigados com foro por prerrogativa de função. Os materiais apreendidos serão submetidos a perícia e análises contábeis e financeiras para reconstruir a cadeia de decisões, identificar responsabilidades e dimensionar eventuais prejuízos ao patrimônio destinado às aposentadorias e pensões dos servidores do Amapá.

Essa é a segunda previdência estadual investigada pela Polícia Federal por aportes no Banco Master. Na última terça-feira (3/2), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente na Operação Barco de Papel, que apura R$ 970 milhões investidos em Letras Financeiras do Master entre novembro de 2023 e julho de 2024.

A PF cruza informações da Operação Zona Cinzenta com as da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master e operações bilionárias com recursos públicos em diferentes estados.

📲 Quer ficar por dentro do que está acontecendo?

Entre agora no grupo de WhatsApp para receber notícias na hora que são publicadas: 👉 https://chat.whatsapp.com/DacsMjMLlMEJIiuzc2CgWj

Aproveita e segue os perfis dos Portais Associados no Instagram: 🔗 https://www.instagram.com/bsb.times/

🔗 https://www.instagram.com/oxadrezdapolitica/

🔗 https://www.instagram.com/eixocapitaldf/

🔗 https://www.instagram.com/bsbem.dia/

#PolíciaFederal #BancoMaster #Amprev #PrevidênciaAmapá #OperaçãoZonaCinzenta #GestãoFraudulenta #Rioprevidência #RecursosPúblicos #Amapá #InvestigaçãoPF



Source link

- Advertisement -spot_img

More From UrbanEdge

- Advertisement -spot_img