A nova tendência estética dos ricos nos EUA ganhou o nome de “Mar-a-Lago Face”. O famoso curugião plástico Shervin Naderi descreve a série de procedimentos como “uma máscara aristocrática moderna, esculpida cirurgicamente para transmitir riqueza, precisão e controle. Não se trata de reverter o tempo. Trata-se de reescrever as regras do envelhecimento”.
“Imagine sobrancelhas arqueadas, maçãs do rosto esculpidas, mandíbulas definidas, lábios carnudos e polidos, e uma pele tão lisa que parece porcelana sob o flash da câmera. É um rosto que anuncia: Eu tenho recursos. Eu tenho acesso. Eu cheguei lá”, diz Naderi.
Em linhas gerais, o conjunto de procedimentos que destacam uma definição suave das maçãs do rosto, um lábio superior ligeiramente elevado e a simetria geral do rosto, em contraste com a estética de seios e lábios artificialmente avantajados.
O nome vem do famoso resort de luxo de Donald Trump em Palm Beach (Flórida), que virou um símbolo de poder para os republicanos, onde são realizados bailes de gala e festas nababescas, muitas delas organizadas pelo próprio presidente.
Essa imagem de pessoas ricas se divertindo se espalhou para outras partes dos EUA. Muitos americanos compraram a ideia dessa estética de quem aparentemente está curtindo a vida ao seu extremo, com roupas elegantes, joias e um de quem parece sempre feliz. “Por que então não copiá-los e ter um momento de Mar-a-lago?”, pensaram os adeptos da trend.
Uma das figuras mais conhecidas associadas a essa estética é Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA. Não à toa ela ganhou o apelido de “Barbie do ICE”, em referência à polícia de imigração.
Juntos dela estão Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos EUA na Grécia, Laura Loomer, ativista política de extrema direita, e Matt Gaetz, deputado republicano que é grande defensor de Trump.
Laura Loomer: ‘Mar-a-Lago Face’
Reprodução/Instagram
Matt Gaetz, versão masculina do ‘Mar-a-Lago Face’
AFP
De acordo com o site “Axios”, a mudança estética em Washington se deve a uma leva de pessoas vindas do sul da Flórida, onde fica Mar-a-Lago, e também como um ato calculado de alinhamento aos ideais estéticos preferidos de Trump.
A definição, porém, contrasta com a descrição feita pelo “Guardian”. O jornal britânicos definiu a “Mar-a-Lago Face” como “feições incrivelmente lisas, artificialmente volumosas, com lábios inchados como picadas de abelha, sobrancelhas congeladas e pescoços tensos”, se assemelhando a “demônios da paralisia do sono”.
Em entrevista à publicação, Anita Kulkarni, uma cirurgiã plástica de Washington, disse que antes do segundo mandato de Trump, não via muitos pacientes com pedidos absurdos, que, segundo ela, se aproximam de Malévola, vilã da Disney. Mas desde a posse, ela conta que atendeu pelo menos meia dúzia de casos assim.
Para Naderi, essa é uma versão falsificada do “Mar-a-Lago Face”, o que provoca uma “caricatura exagerada”, que foi um padrão dominante em outras décadas.
A “Mar-a-Lago Face” autêntica, garante o cirurgião, requer investimento de até US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão), envolvendo rejuvenescimento facial, com lifting da região central da parte inferior do rosto e da linha da mandíbula, lifting labial, lifting de pescoço e sobrancelhas, contorno das bochechas e rinoplastia:
“Cada traço é esculpido com precisão por cirurgiões plásticos faciais de primeira linha, utilizando as melhores técnicas e tecnologias. A verdadeira essência desse visual é alcançada por meio de cirurgia plástica especializada e manutenção cuidadosa, não por excesso de preenchimento ou busca por tendências passageiras. Na interseção entre beleza, acesso e influência, o ‘Mar-a-Lago Face’ se tornou mais do que uma aparência, é uma linguagem de poder moderno.”
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