— Esse ar de vilania, de traição, de armar por trás sempre esteve ali na iminência de acontecer, mas agora ficou palpável. Eu fico vendo no Vandílson um moleque sem inteligência emocional, um garoto que nasceu e cresceu envolto em violência. Ele não tem referência de afeto real, aprendeu a viver nesse ambiente violento e só sabe resolver as coisas assim. Existe admiração da parte dele por Bagdá, querendo ou não é uma figura paterna, porque Vandílson não tem família. Lá no início da novela, o chefe falou: “Você não tem nem casa, eu que te botei pra morar aqui”. Então, meu personagem é um moleque sozinho, e Bagdá é a pessoa que deu algum afeto a ele. Um afeto bruto, é verdade. Tem muita raiva, muita violência misturada com esse “afeto”.



