São 11 anos denunciando a violência policial nas favelas, movida, principalmente pelo amor que sente pelo filho. Desde que o primogênito Johnatha morreu, aos 19 anos, com um tiro nas costas, em Manguinhos, Ana Paula de Oliveira encontra força na luta pelo direito à vida da população negra. O ativismo, segundo ela, foi a alternativa que encontrou para continuar sendo mãe de Johnatha, cuidando de sua memória e em busca de responsabilização dos autores do crime. Ela fundou o movimento “Mães de Manguinhos” e passou a acolher famílias que compartilham da mesma dor. Tantos anos e dedicação a tornaram referência no Rio e mundo afora: Ana Paula é a vencedora de 2025 do prêmio Martin Ennals, de Genebra, na Suíça.



