“Meu menino, Kauan de Souza, tinha acabado de completar 18 anos. Na madrugada daquela terça-feira, chamaram ele uma hora da manhã para ir ‘ficar a postos’. O padrasto dele falou: ‘Não vai, Kauan. Fica em casa, não entra na mata’. Mas ele foi. Horas depois, assim que liberaram, fui para a mata atrás dele, gritando, chamando: ‘Kauan! Pode sair da mata, mamãe tá aqui! Já pode sair!’. Toda vez que eu via um corpo, achava que podia ser ele. Toda vez que eu via alguém de camisa preta — a roupa que ele usava na última vez que vi — meu coração disparava. Era como se eu ainda tivesse esperança de que ele fosse aparecer, escondido, esperando ajuda. Mas ele não apareceu.




