Como todo funcionário público, meu pai sempre vendeu o almoço para comprar o jantar. Isso me levou a atuar no Direito do Consumidor quando me formei como advogada, e vinham sempre casos do Direito Bancário. Tenho 18 anos de profissão e já usava a tese do superendividamento antes de 2021, mas naquele ano saiu a lei. Ao mesmo tempo, na pandemia, a OAB passou a permitir aos advogados que gravassem mais conteúdo nas redes sociais. Então, eu comecei a fazer vídeos informativos sobre superendividamento. Até hoje, vejo que a lei é pouco divulgada, pois os bancos não têm interesse. Muita gente descobre meus vídeos e diz que nem sabia que ela existia. As pessoas desconhecem os seus direitos e, por isso, são levadas a péssimas negociações. Quando um credor liga e fala um monte de mentiras, elas acreditam. Creem que podem perder a casa onde moram, por exemplo, e , em desespero, fazem refinanciamentos e aumentam suas dívidas.




