Ítalo Miranda continua atacando o deputado distrital Daniel Donizet em grupos de WhatsApp e ironiza investigação, enquanto suposto comparsa já está preso em Minas Gerais
A prisão do influenciador Ronnie Peterson Gonçalves, acusado de tentativa de extorsão em Minas Gerais, não intimidou o outro investigado pelo mesmo crime no Distrito Federal.
Nas redes sociais, Ítalo da Silva Miranda segue zombando e atacando o deputado distrital Daniel Donizet (MDB), que o denunciou à Polícia Civil do DF (PCDF). Em grupos de WhatsApp, Miranda insiste em caluniar o parlamentar e desafia a apuração policial, como se acreditasse na impunidade.
Em maio deste ano, Donizet registrou dois boletins de ocorrência na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), nos quais relata ter sido vítima de tentativa de extorsão por parte de Ronnie Peterson e Ítalo Miranda.
De acordo com o deputado, houve uma articulação para manchar sua imagem, assim como a do governador Ibaneis Rocha (MDB) e da vice-governadora Celina Leão (PP). “Gravações entregues às autoridades comprovam a trama. Confio que a apuração revelará a verdade e desmascarará os responsáveis por essa tentativa criminosa de manipulação”, afirmou o parlamentar.
Os registros feitos pelo advogado Fellipe Fragoso Souza detalham dois episódios. Em um deles, Ronnie Peterson se apresentou como jornalista e afirmou ter sido contratado por uma agência, sem citar nomes, para um suposto trabalho de dez meses com pautas contra Donizet, a Administração Regional do Gama e a vice-governadora.
Ítalo Miranda, por sua vez, negou ter pedido dinheiro e disse que os assessores do deputado o procuraram. Já Peterson alegou não saber do boletim de ocorrência e declarou que apenas presta serviços de mídia mediante contrato com agências.
Enquanto a investigação segue em andamento no DF, a prisão de Ronnie Peterson em Minas Gerais por crime semelhante acendeu o alerta sobre o alcance das práticas denunciadas.
A permanência de Ítalo Miranda nas redes, ironizando a vítima e, indiretamente, a própria polícia, amplia a pressão sobre a PCDF para acelerar o caso e dá novos contornos à disputa entre influenciadores digitais e agentes políticos na capital.



