Investigações expõem fragilidade na base do GDF
Operação que mira o ex-deputado distrital Reginaldo Sardinha gera desgaste e abre espaço para disputas internas no governo.
Nos bastidores estão surgindo vários questionamentos sobre o apadrinhamento político de Celina Leão (Leoa) e Lucas Kontoyanis (Grego), ao investigado Sardinha.
Nesta quinta-feira (11), foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos no DF e Goiás. A ação faz parte da segunda fase da Operação Armlock, deflagrada pelo Ministério Público do DF, não é apenas uma ofensiva contra supostos desvios de recursos públicos. Ela também mexe no tabuleiro político do governo local.
Ao atingir nome de peso da base, como o administrador do Sudoeste/Octogonal, o ex-deputado Reginaldo Sardinha, a investigação expõe fragilidades em áreas estratégicas da gestão.
O impacto imediato é de desgaste público. Mesmo que negue irregularidades — Sardinha reforça que “não possui qualquer envolvimento com as supostas irregularidades” —, a vinculação de seu nome a um suposto esquema de desvio mina a narrativa de transparência e eficiência que o governo busca sustentar. Em política, a simples suspeita já pode ser combustível para a oposição.
No médio prazo, a operação cria ruídos dentro da própria base governista. Sardinha é considerado uma figura próxima à vice-governadora Celina Leão, e mantém influência com o Presidente do PRD-DF, Lucas Kontoyanis.
As investigações são realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela vice Procuradoria-Geral de Justiça, ambos do MPTDF. A Polícia Civil (PCDF) presta apoio no cumprimento dos mandados.
Caso as investigações avancem e gerem denúncias formais, a pressão por substituição na administração regional pode aumentar, abrindo espaço para disputas internas e rearranjos de poder.
Em ano pré-eleitoral, qualquer fissura pode ser explorada pelos adversários.



