A Assessoria Adjunta de Atividades Culturais da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) abriu oficialmente nesta terça-feira, as atividades do Novembro Negro na Casa, com a apresentação da Banda Marcial do Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo. Também foram abertas as Feiras de Economia Popular e Solidária e das Idosas Arteiras.
Sob a regência do maestro e professor Aurélio Nogueira, a programação incluiu a execução do Hino Nacional e apresentação musical individual, levando arte e expressão cultural ao espaço do Palácio Maguito Vilela.
Nogueira destacou a importância da formação artística e do trabalho desenvolvido pela escola na preparação de estudantes por meio da música e da dança. Com mais de 25 anos de atuação, a iniciativa contribui para a formação de novos talentos e para a valorização da produção cultural em Goiás.
O professor também chamou a atenção para a presença feminina na apresentação, destacando o protagonismo das mulheres na execução dos instrumentos musicais e nas coreografias. Ele relacionou essa participação à importância de ampliar a representatividade feminina nos espaços culturais e reconhecer a contribuição das mulheres para a história e a sociedade goiana.
Memória e combate ao racismo
O deputado Mauro Rubem (PT) destacou a importância da democracia, do enfrentamento ao racismo e da valorização da história da população negra. O parlamentar chamou a atenção para as marcas históricas de exploração, violência e opressão que ainda precisam ser enfrentadas e reafirmou o compromisso de manter a Assembleia como um espaço aberto à participação popular.
Rubem mencionou a construção de dois novos espaços na Alego: a Casa das Diversidades e um ambiente voltado à cultura e à soberania popular, ampliando as possibilidades de participação da sociedade nas atividades da instituição.
A assessora adjunta das Atividades Culturais, Emiliana Santos, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu aos artistas, expositores e organizadores. Ela ressaltou a importância de abrir as portas da Casa para receber manifestações culturais e promover o encontro entre diferentes expressões artísticas.
Além das apresentações culturais, o saguão da Assembleia também está sediando a Feira de Economia Popular e Solidária e a Feira das Idosas Arteiras. As iniciativas abriram espaço para que produtores e empreendedores apresentassem seus trabalhos, ampliassem a divulgação e aproximassem seus produtos do público.
Comerciante de produtos religiosos, Ângela destacou que suas vendas acontecem principalmente por indicação, no chamado “boca a boca”. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de expandir a divulgação do trabalho, alcançar novos consumidores e facilitar o acesso das pessoas aos seus produtos.



