Ídolo e presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón pregou tranquilidade sobre a ação que corre na Conmebol e que pode tirar a equipe argentina da final da Libertadores — colocando o Flamengo em seu lugar. Em entrevista à rádio La Red, nesta terça-feira, o dirigente afirmou que o clube “não corre risco de não jogar a final”.
A controvérsia sobre a vaga na decisão se dá pela escalação do zagueiro Marcos Rojo no segundo jogo da semifinal diante do rubro-negro, no Maracanã (o Estudiantes venceu nos pênaltis após um segundo empate em 0 a 0), cuja inscrição na competição foi vetada pela Conmebol já que o atleta foi contratado pelo clube após o fechamento da janela de transferências na Argentina — ele obteve uma exceção no campeonato nacional. O clube, porém, foi ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e obteve liminar autorizando a escalação.
— Desde o primeiro momento, nos assessoramos sobre o caso de Marcos com (o advogado) Ariel Reck para saber como estávamos posicionados. Não queríamos problemas, e se ele nos dissesse que não era possível, não faríamos nada. Depois de nos informarmos e assessorarmos e sabendo que estávamos agindo corretamente, fizemos a representação e o TAS decidiu a nosso favor. A partir dali, Marcos estava habilitado — explicou Verón.
Para o dirigente, a autorização do TAS elimina qualquer chance de problemas. Ele aguarda, agora, a decisão final sobre o mérito da ação no tribunal.
— Estamos à espera da resolução definitiva do TAS, que não sabemos quando pode ser. Pode ser antes ou depois da final. O importante é que Marcos jogou habilitado pelo TAS. Não corremos risco de não jogar a final.
Em nota, o Flamengo informou que não iniciou a ação e se manifestou no caso após ser chamado, em 16 de outubro. O clube aguarda uma decisão da confederação. No cenário atual, o Estudiantes enfrenta o Palmeiras na decisão, no dia 28 de novembro, em Montevidéu (Uruguai).




