Conselho Deliberativo do Vasco aprova venda da SAF para Lamacchia; entenda próximos passos


O Conselho Deliberativo do Vasco aprovou, nesta terça-feira (6), a venda de 90% das ações da SAF para a Almirantes Participações, do empresário Marcos Lamacchia. A medida foi dividida em dois atos. O primeiro, para aprovar (172 favoráveis, 34 desfavoráveis e cinco abstenções) a mudança do estatuto do clube, que previa a manutenção mínima de 20% das ações do clube-empresa com a ala associativa, agora dona de 10%. Posteriormente, os conselheiros aprovaram a proposta apresentada por Lamacchia. A operação gira em torno de R$ 4 bilhões.

Os conselheiros do Vasco receberam a proposta de Marcos Lamacchia com sete dias de antecedência para a votação. Nesta terça, nos bastidores do cruzmaltino, um grupo chegou a enumerar uma série de riscos dentro da operação e sugeriu diversas mudanças no contrato. O processo da votação aconteceu conforme o previsto.

Com a aprovação do Conselho Deliberativo, a proposta da Almirantes Participações precisará passar pelo crivo da Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Nessa fase, os sócios estatutários são incumbidos da aprovação ou rejeição da operação. Diferentemente do Conselho Deliberativo, a AGE terá apenas uma votação, cujo resultado será definitivo dentro do processo interno do clube. Esta, ainda não há prazo definido.

Além disso, a Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) ainda investiga um possível conflito de interesse na negociação, uma vez que Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A Agência ainda precisa avaliar toda e qualquer mudança societária nas SAFs do futebol brasileiro.

Após os aceites, a conclusão ocorreria após procedimentos judiciais relacionados à arrematação e aos ativos a serem transferidos da antiga para a nova SAF.

Veja a proposta de Lamacchia

Marcos Lamacchia apresentou uma proposta que prevê um aporte mínimo de R$ 500 milhões e o pagamento da dívida do clube, acima de R$ 1 bilhão, por meio da recuperação judicial, além de R$ 15 milhões anuais para o clube social.

A operação é avalizada pelo pai do investidor, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, que desde 2023 tenta entrar no cruz-maltino. O empresário de 81 anos é marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que observa a situação e mantém diálogo com a direção vascaína, mas não tem participação efetiva no negócio neste momento.



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