“Passo gigantesco”. Foi como Pedrinho, presidente do Vasco, classificou a homologação da vitória da Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Lamacchia, no leilão pela compra da SAF do Vasco. O processo foi realizado na tarde desta sexta-feira (25), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e o resultado já foi homologado.
— Foi homologado. Estamos muito felizes. É um passo gigantesco que demos, com um investidor do Brasil, com CNPJ no Brasil, com toda a segurança para a instituição. Estamos respeitando todos os ritos judiciais. Estamos respeitando todos os ritos da associação. Todo o estatuto do clube está sendo respeitado.
Sem a presença de Marcos Lamacchia, que não compareceu na 4ª Vara Empresarial, no Centro do Rio de Janeiro, a Almirante Participações foi representada por Mário Junqueira, sócio de Lamacchia na empresa, e André Sica, advogado do empresário. Já o Vasco foi representado pelo próprio presidente Pedrinho.
Apesar de ser um passo importante para que Lamacchia seja dono de 90% da SAF do Vasco, este ainda não é o fim do processo. Para a conclusão do negócio, a venda ainda precisa ser aprovada no Conselho Deliberativo do Vasco e em votação na Assembleia Geral do clube, com votação dos sócios. Na saída do leilão, Pedrinho explicou os próximos passos.
— Agora vamos para os outros passos: dar aos conselheiros um prazo para leitura do contrato. Depois disso, sugiro ao presidente do Conselho Deliberativo que acelere os processos — e acelerar não é atropelar, é dar velocidade. Que todos os conselheiros consigam ler o contrato com transparência, como é de praxe na minha gestão. Vamos chamar a votação no CD, chamar a votação na Assembleia Geral. E aí está concretizado. Acredito que, até o fim de outubro, está concretizado. Mas hoje foi um passo gigantesco na história da instituição.
Além disso, a Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) ainda investiga um possível conflito de interesse na negociação, uma vez que Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A Agência ainda precisa avalizar toda e qualquer mudança societária nas SAFs do futebol brasileiro.
Único interessado no leilão, Lamacchia apresentou uma proposta que prevê um aporte de R$ 500 milhões e o pagamento da dívida do clube, acima de R$ 1 bilhão, por meio da recuperação judicial, além de R$ 15 milhões anuais para o clube social.
A operação é avalizada pelo pai do investidor, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, que desde 2023 tenta entrar no cruz-maltino. O empresário de 81 anos é marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que observa a situação e mantém diálogo com a direção vascaína, mas não tem participação efetiva no negócio neste momento.



