Macaé vem vencendo a dengue. No ano passado, a cidade registrou 579 casos da doença entre janeiro e agosto. Neste ano, no mesmo período, o número caiu para 70, redução de 88%. Apesar da queda expressiva, o município não relaxa nos cuidados. O período de chuvas intensas exige atenção redobrada para evitar novos focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Cerca de 120 agentes seguem trabalhando na vigilância no município. De janeiro a agosto, eles realizaram 225.548 vistorias em imóveis, além de 80 mutirões em áreas consideradas mais críticas. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses, mais de 90% dos focos encontrados em Macaé estão dentro das residências. A água acumulada em quintais, vasos, pneus, garrafas e outros recipientes pode se transformar em criadouro. A visita dos agentes quer justamente evitar que isso aconteça.
— A partir do momento em que chove mais e tem um pouco mais de calor, o desenvolvimento do mosquito é mais rápido. A fêmea se predispõe a colocar mais ovos. A verdade é que em nenhum período a gente deve relaxar, mas, em um período de chuva, a gente intensifica mais as ações justamente por essa questão — explica o supervisor do Centro de Controle de Zoonoses de Macaé, Márcio Santos Santana.
Além das vistorias de rotina, os mutirões são realizados de acordo com indicadores como a confirmação de casos da doença em determinada região. As equipes também usam as chamadas ‘ovitrampas,’ armadilhas colocadas em imóveis para atrair as fêmeas do mosquito. Quando são encontrados ovos, é possível identificar a presença do Aedes aegypti naquela área.
Atuação da equipe tem ajudado Macaé a se proteger contra novos casos de dengue
Divulgação / Macaé
Dez minutos contra o mosquito
Quem já teve dengue, sabe o quanto a doença é dolorosa e poucos minutos podem evitar o desenvolvimento de criadouros. O trabalho em Macaé integra a campanha nacional “10 Minutos Salvam Vidas”, que orienta os moradores a reservar um tempinho para procurar possíveis criadouros dentro de casa. A recomendação inclui verificar pratos de plantas, caixas-d’água, garrafas e pneus, eliminando a água acumulada e mantendo os recipientes protegidos.
— Esses 10 minutos buscam orientar os moradores a fazer essa vistoria e tomar as medidas necessárias, como ir ao quintal, verificar se o prato de planta tem água, ver se a caixa-d’água está vedada… Se, de repente, tomar uma cervejinha no fim de semana, colocar a garrafa virada para baixo, — diz Márcio Santos Santana, sobre medidas simples que podem evitar uma doença complicada.
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