Sucesso com peça sobre casamento, Cacau Protásio celebra fase livre aos 51: 'Um fogo danado!'

“Durval e Valcylange”, espetáculo encenado por Cacau Protásio e Rômulo Bellotti bem poderia se chamar “Cenas de um casamento”, como a célebre minissérie criada pelo cineasta Ingmar Bergman, em 1973. Só que engraçado. A peça chega a seu último fim de semana de apresentação neste domingo, 27, após sessões lotadas no Teatro Miguel Falabella, num shopping da Zona Norte do Rio. E o local fez toda a diferença.
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“Acho que a Zona Norte tem ainda uma tradição de casamentos duradouros. E vejo isso do palco, quando as famílias se sentam juntas, ao contarem para gente sobre suas vidas. Isso criou uma identificação com a história”, avalia a atriz, autora e produtora da peça: “Até porque a gente fala do ressignificado do amor, porque, no fim das contas, é o que fica e o que a gente busca”.
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Cacau levou cerca de dois anos entre pensar no projeto e escrever o roteiro. O mesmo tempo que tem solteira, após sua separação de Janderson Pires, com quem viveu por 12 anos. A atriz não fez uma catarse para lidar com os sentimentos que ficam após uma ruptura e a chegada de uma nova realidade. Foi justamente o contrário.
“Separar é muito ruim, é muito doloroso, é muito doído, é muito triste… Só quem já se separou sabe o que é. Eu chorava todos os dias. Ele todos os dias. A gente sofreu muito na nossa separação, porque a gente foi muito feliz. Mas a gente entendeu e seguiu o caminho. Essa história eu já queria contar mesmo estando casada”, justifica.
Cacau Protásio e Rômulo Belotti
divulgação
Na história, os protagonistas estão naquela fase de preparação da cerimônia, o que, relativamente, é estressante e uma bússola do que vem pela frente:
“Casamento é isso. Se deixar, você já começa a se separar antes mesmo de casar. É um estresse. E começa na lista de casamento. Porque, assim, eu quero todos os meus amigos e ele quer os amigos dele. Só que tem amigo dele, família dele que eu não quero. E é difícil entender. Quando casei, eu já morava sozinha, já trabalhava, mas, mesmo assim, a minha mãe interferiu e convidou amigos dela. E as pessoas foram sem o convite. Quem é que vai contra a mãe? Eu não vou, amor, que eu não sou maluca”, brinca ela, que levou recortes como este para os personagens e fazem a plateia vir abaixo.
Cacau Protásio e o ex-marido Janderson Pires
Instagram/reprodução
O antes durante e o depois da cerimônia de Durval e Valcylange é contado em detalhes. Cacau usou, inclusive, a noite de núpcias de uma amiga como inspiração:
” É a maior mentira as pessoas falarem que chegam da festa e vão transar. Você tá morta. Seu marido está morto. Ninguém transa, amor! Mas a Valdelândia tem esse fogo. Eu tenho uma amiga que tinha esse fogo e o noivo dela não queria. E levei essa história para o palco”.
Campeã de bilheteria, com 11 filmes no currículo, Cacau se tornou famosa com Zezé, a devota empregada de Carminha em “Avenida Brasil”. Apesar de uma comoção das redes sociais, a atriz (ainda) não está escalada para a continuação da novela de João Emanuel Carneiro. Se gostaria de voltar? Claro. Afinal, o horário nobre mudou sua vida.
Cacau Protásio como Zezé em ‘Avenida Brasil’
Reprodução/ TV Globo
“Seria um prazer voltar. Existe uma Cacau antes e depois da novela, que me fez conhecida, não só do público, mas de profissionais que me chamaram para trabalhar depois”, observa.
Existe ainda uma Cacau que se descobriu destemida. Ela tirou do próprio bolso a produção de sua primeira peça como criadora e na vida pessoal vem descobrindo as delícias de estar solteira aos 51 anos.
Cacau Protásio
Leo Cordeiro / Palmer Assessoria de Comunicação
“As pessoas falam que encarar o mercado de volta é doloroso, ainda mais você sendo uma mulher pública, que se sustenta. Os homens têm medo! Quem chega é sempre amigo de amigo, e acho bom, porque eu não curto muito ficar com alguém solto, assim. Eu sou medrosa de encontrar alguém na rua, tipo, ‘Ei, vem cá, dá um beijinho’. Já fiz? Claro, mas beijei e fui embora”, conta.
Frequentadora das rodas de samba espalhadas pelo subúrbio carioca, Cacau, agora ela deu de pegar o microfone, se misturar ao batuque e cantar: “Estou amando cantar. Não descarto ter aí uma atividade paralela”, diz Cacau, que vem, recebendo elogios por “estar diferente”:
“Todo mundo fala que meu olhar está mais bonito, que eu estou mais bonita, mais leve. Não sei se eu consigo perceber isso, mas me sinto muito bem. Vai ver são os hormônios. Estou com um fogo danado, me sentindo com 15 anos de novo!”.
Cacau Protásio
Leo Cordeiro / Palmer Assessoria de Comunicação
Cacau Protásio
Leo Cordeiro / Palmer Assessoria de Comunicação
Cacau Protásio
Leo Cordeiro / Palmer Assessoria de comunicação



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