Kristi Noem, a ex-chefe de Segurança Interna dos EUA famosa por matar a tiros um cão da família que ela odiava, exibiu com orgulho um enorme cervo-canadense que ela havia abatido durante uma recente viagem de caça em Wyoming (EUA).
“Finalmente tive um tempinho para postar algumas fotos do cervo que cacei com arco”, postou a ex-governadora de Dakota do Sul no Instagram. “Uma caçada superdivertida”, acrescentou a republicana conservadora de 54 anos, que era conhecida como a “czarina” de Donald Trump, por sua linha-dura contra imigrantes ilegais.
Nas imagens, Kristi aparece sorridente atrás do animal de grande porte ensaguentado, segurando uma de suas galhadas, com um arco composto apoiado na carcaça ensanguentada do bicho.
Kristi Noem e parceiros de caçada em Wyoming
Reprodução/Instagram
As imagens de Kristi posando ao lado de um animal morto levaram, inevitavelmente, os críticos a relembrarem a revelação de que ela havia matado a tiros o cão da família anos atrás. No seu livro de memórias, Kristi revela ter matado Cricket — um cão de caça de 14 meses que ela considerava “totalmente inútil” e que “odiava” — no fundo de uma cascalheira, alegando que o animal tinha uma “personalidade agressiva” e era “impossível de treinar”.
Ela descreveu a decisão como “difícil e dolorosa”, mas, de acordo com analistas, a polêmica resultante teria arruinado suas chances de ser escolhida como vice na chapa do presidente Trump para a corrida eleitoral de 2024.
Muitos internautas felicitaram Kristi pelo cervo abatido, mas a ex-dama-de-ferro da Imigração dos EUA também recebeu críticas.
“Você matou um animal lindo, Uau, que heroína!”, ironizou um usuário do Instagram.
“Você acha que isso é um grande feito? Você não tem coração???”, protestou outro.
Kristi Noem foi criticada por apontar arma para a cabeça de agente
Reprodução/X
Noem rebateu, chamando seus críticos de “ignorantes e mal-informados”.
“É claro que esse animal lindo vai alimentar nossa família e muitas outras com quem vamos compartilhar a carne”, escreveu ela.
“Esses animais majestosos são incríveis, e eu amei aprender sobre seus hábitos com meu pai, compartilhar memórias nas montanhas com ele e meus irmãos e, agora, com meus amigos. Que vergonha de vocês, que profanam e não compreendem as responsabilidades de administração que Deus nos confiou. Vá a uma loja e tente comprar qualquer coisa que não tenha sido colhida: você encontrará prateleiras vazias e sua família passará fome”, emendou ela.
Kristi chefiou o Departamento de Segurança Interna (DHS) de janeiro de 2025 até março deste ano, quando o presidente Trump anunciou, na rede Truth Social, que ela estava sendo substituída no comando do órgão. Kristi se viu em apuros no cargo devido ao desgaste acumulado com operações truculentas do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) em Minneapolis — que resultaram na morte de cidadãos americanos —, além de fortes pressões no Congresso por causa de uma controversa campanha publicitária de US$ 220 milhões (mais de R$ 1,1 bilhão) e explicações não convincentes em sabatinas parlamentares.
Bryon Noem, marido de Kristi Noem, ex-‘czarina’ de Trump, é adepto da bimboficação
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Também contribuiu para a queda de Kristi a revelação que o seu marido, Bryon Noem, era adepto de um tipo de fetiche conhecido como bimboficação, definida como uma prática para se transformar na versão mais hiperfeminina e semelhante à Barbie, independentemente do gênero, sem alterar a sua orientação sexual. Foram reveladas centenas de imagens em que Bryon aparece em poses ligadas à comunidade fetichista, comprometendo a imagem de conservadora que a esposa costumava exibir.
Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, o caso abalou o casamento profundamente, e Kristi estaria vivendo um romance com Corey Lewandowski, que atuou como seu conselheiro no Departamento de Segurança Interna. Os dois negaram o envolvimento amoroso.
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Secretária demitida por Trump viraliza com foto de cervo gigante abatido por ela: 'Caçada superdivertida'



