Com a despedida de Lionel Messi marcada para o amistoso contra Benin, no próximo dia 6, a Argentina já sabe que terá que encarar um futuro sem seu camisa 10. E a tarefa de comandar esse desafio deve seguir nas mãos do técnico Lionel Scaloni, que, embora tenha contrato somente até dezembro, projetou o futuro da seleção como uma oportunidade de apostar em jovens jogadores.
— Eles realmente merecem, essa é a nossa intenção nas próximas partidas: dar oportunidade aos jovens que possam se somar à nossa ideia de jogo. Agora abre-se um parêntese importante, bonito, uma época para podermos confiar nesses garotos que estão batendo à porta — disse o treinador em entrevista ao canal asiático MiGu.
— Sempre digo que a idade não é sinônimo de nada; ficarão ou virão novos desde que rendam em suas equipes e nós consideremos que devam estar aqui, mas a nossa primeira intenção é dar oportunidade a todo mundo que possa continuar jogando com a nossa camisa — continuou.
Os primeiros desafios de Scaloni neste novo ciclo com a seleção serão os três amistosos da próxima data Fifa: contra a Bolívia, no dia 30 deste mês; Burkina Faso, em 3 de outubro; e Benin, no dia 6, na despedida de Messi — todos serão na Argentina.
Além da ausência do camisa 10, grande ídolo do país, o técnico sabe da dificuldade que será repetir o trabalho vitorioso que conquistou, nos últimos anos, duas Copas Américas (2021 e 2024) e uma Copa do Mundo (2022), e o vice para a Espanha no último Mundial — quatro finais consecutivas.
— Depois da Copa América de 2024, eu também cheguei a pensar que seria duro o que vinha pela frente, porque, depois de ganhar tudo e faltando dois anos para a Copa do Mundo, gerava uma certa dúvida o que estava por vir. E voltar àquilo, sentir que dava para continuar competindo e, na verdade, dava — revelou.
— Agora, depois da final da Copa, além de ganhá-la ou perdê-la, não é sobre isso, se abre um parêntese, e vamos dar uma oportunidade a isso. Não digo repetir os títulos, a nível de contágio da equipe, de as pessoas se sentirem identificadas, é difícil conseguir isso. Não vai ser fácil repetir algo assim. As pessoas se identificaram com esta seleção de um jeito que dá medo. Medo no bom sentido. Eu penso que é difícil tentar, não digo que vai ser fácil. Como treinador, como líder de grupo, é preciso saber que vai ser difícil. Logicamente, tentaremos, estejamos nós ou não.




