Antigamente, e nem faz tanto tempo assim, esperar fazia parte da vida. A gente aguardava o ônibus olhando a rua, ficava na fila observando o movimento, via uma viagem passar pela janela e, às vezes, simplesmente não fazia nada. Hoje, basta surgir um intervalo de alguns segundos para a mão procurar o celular. O silêncio ganhou notificações, vídeos curtos, mensagens e uma infinidade de conteúdos esperando por um toque. Não é preciso romantizar o passado nem demonizar a tecnologia. A questão é: será que estamos perdendo a capacidade de ficar sem estímulo?



