Na década de 1940, o picadinho chegou a outro importante cenário da cidade. Ruy Castro, em “A noite do meu bem” (2015), ao reconstruir a época de ouro das boates cariocas, apresenta o prato no universo da boate Meia Noite, do Copacabana Palace. O austríaco Max von Stuckart, que assinava a direção artística do hotel, foi o responsável por levar o picadinho para a boate. O então chef do hotel, o francês Paul Ruffin, reinterpretou o picadinho e conferiu maior refinamento à receita, utilizando pontas de filé mignon, manteiga, tomate e ervas, acompanhadas de arroz, agrião, farinha de mandioca, pimenta e ovo poché. A versão ficou conhecida como Picadinho Meia Noite e integrou o serviço de um dos ambientes mais sofisticados da cidade.



