Conselho do Flamengo aprova proposta de reforma estatutária que profissionaliza gestão e muda estruturas de poder no clube


Foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Flamengo, em votação na noite desta terça-feira, a proposta da Gestão Profissional feita pelo presidente Luiz Eduardo Baptista que altera a dinâmica do comando do clube. Embora o movimento dividisse opinião de diferentes correntes da política rubro-negro nos bastidores, o resultado foi expressivo: 92% de aprovação dos 696 conselheiros votantes.

“A reforma torna permanente o modelo de gestão profissional adotado pela atual administração e estabelece uma separação mais clara entre governança, supervisão e execução.

A administração cotidiana do Clube ficará sob responsabilidade de uma Diretoria Profissional, composta por executivos remunerados e selecionados por critérios técnicos. Os órgãos de governança reforçam suas atribuições de definição estratégica, fiscalização e aprovação das decisões estruturantes”, diz parte da nota do clube.

O que a decisão muda na prática?

Com a aprovação, o presidente do clube se torna uma figura ainda mais central. Será estabelecido um Conselho Gestor, composto pelo mandatário e o vice-presidente do Flamengo, um Procurador-Geral, e entre nove e 12 membros de livre nomeação de Bap, para um mandato de três anos.

Este grupo será responsável pela “função estratégica, coordenadora e supervisora”, segundo o texto da proposta. Na prática, o COGE concentrará as principais decisões, com a mudança no estatuto prevendo a diminuição de burocracias em outras instâncias do clube e maior agilidade na execução de planos.

O diretor-geral, cargo hoje ocupado por Paulo Dutra, será contratado, bonificado e demitido pelo presidente, mas isso passará por deliberação do Conselho Gestor, que também delibera sobre a contratação e demissão dos diretores de departamento indicados pelo diretor-geral. O presidente, porém, mantém poder de veto sobre essas decisões.

Da mesma forma, o presidente mantém o poder sobre o diretor de futebol, cargo hoje ocupado pelo português José Boto. Mesmo assim, quaisquer decisões deverão ser deliberadas pelo COGE.

O Conselho Gestor será responsável por grande parte da fiscalização interna e terá acesso às informações internas a tópicos: orçamento e demonstrações financeiras, contratos, estrutura organizacional e desempenho dos executivos.

Embora tenha incluído no texto final sugestões de conselheiros, a emenda é clara ao citar em vários de seus itens a necessidade de veto ou aprovação do presidente do Flamengo, sobretudo nos temas relacionados ao departamento de futebol. As vice-presidências específicas seriam descontinuadas.



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