O Botafogo empatou, neste sábado, com o Bragantino por 1 a 1, no estádio Nilton Santos, e chegou a seis partidas de jejum no Brasileirão. Em entrevista coletiva, o técnico Rodrigo Bellão afirmou que seu time “pecou muito” e culpou a “ansiedade” da equipe na segunda etapa para não sair com o resultado positivo.
— Sofremos um gol, como eu tenho falado, sofrer gol no primeiro tempo desestabiliza um pouco o coletivo. Teve a expulsão no final do primeiro tempo, que também condiciona. No intervalo, a gente conseguiu enxergar onde teria vantagens e conseguiu começar muito bem o segundo tempo, com chances, levantando o astral da equipe. A gente faz o gol, depois começa a trocar por ansiedade. A ansiedade acaba condicionando a gente a errar e voltar a sofrer com transição — disse Bellão.
— A gente pecou muito em conseguir entender o que precisava fazer no segundo tempo. Essa é a atitude que a gente precisa ajustar para entender bem o que a gente precisa fazer o jogo inteiro — completou.
Com o resultado, o time alvinegro permanece na 14ª colocação, com 32 pontos, quatro a mais do que o Vasco, primeira equipe na zona de rebaixamento. Com a proximidade do Z4, o treinador alvinegro se mostrou preocupado com a tabela.
— Precisamos ter atenção com responsabilidade. Estou sempre olhando para cima, mas lógico que olho 360. A gente precisa reagir rápido. Entender o momento e reagir rápido para conseguir buscar a vitória. O sentimento que eu tenho e que acho que a equipe tem, porque temos discutido sobre, é que a gente precisa reagir rápido e mudar algumas situações para construir essa vitória — afirmou o treinador.
Posicionamento do Montoro
— O Montoro jogou exatamente como fez contra o Palmeiras e foi muito bem. Ele alterna dentro e fora. Em alguns momentos ele está aberto para dar uma amplitude, porque é algo que ele sabe fazer e que a gente, hoje, não tem tantos jogadores pelo lado esquerdo. E ao mesmo tempo ele flutua por dentro. Não acho que ele ficou aberto. São recortes. Em vários momentos era o Telles que estava aberto e ele ia jogar entre linhas. Como a equipe do Bragantino fecha muito bem na compactação deles, a gente precisava criar situações de 2 para 1 no lado e às vezes não conseguimos. Mas é uma variação e é a mesma posição que ele jogou contra o Palmeiras e foi muito elogiado.
Como melhor aproveitar o Danilo Santos?
— Eu discordo. Acho que ele não joga de 10 e não jogou de 10 no começo da temporada. Ele é um camisa 8 que muitas vezes corria mais para frente. Não acho que ele jogou de 10. Ele andava mais para frente e pisava mais na área. Acho que ele passou por um momento da Copa, ficou fora do nosso contexto. Treinou bastante, mas jogou pouco e acho que não conseguiu pegar esse ritmo. A equipe ainda não conseguiu se consolidar em evitar transições e acho que também por isso ele opta por vir mais para trás. É um outro recorte. Pra mim ele está jogando de oito, porque o cinco é o Huguinho. Como a equipe deles fechava bem, ele escorregava para o lado do campo. No intervalo tentei ajustar para ele estar mais na frente, ele pisou mais na área. Mas é um cara que queremos isso. Que ele pise mais na frente, pise mais na área e finalize jogadas para voltar a ter volume do primeiro semestre.
Importância do Allan no elenco
— Eu crio muito sentimento de pertencimento. Allan não está jogando, mas está participando e está querendo. No dia a dia, ele é um cara que fala muito com a equipe. Eu incentivo isso. O Edenílson também não jogou hoje e está o tempo todo falando com os jogadores. Para mim, eu enxergo que o jogo é do jogador, quem jogam são eles. Eles têm que criar esse pertencimento. Parece que é só falar, orientar, mas também é cobrança. Isso é muito importante. O Allan, por ser um dos mais experientes do elenco, tem uma capacidade de liderança e de ajuda muito grande, principalmente com os que estão chegando e os mais jovens. Eu estimulo isso bastante
O que faltou na parte ofensiva do time?
— Não finalizou menos, mas o adversário teve melhores finalizações que as nossas. A qualidade deles foi melhor. Acho que a gente, quando desenhou um jogo com um a mais e eles baixaram o bloco, a gente precisava alternar o ritmo. Tinha que bater de um lado, no meio e ir pro outro, como foi nosso gol. Fazer isso vai facilitar. Também criar algumas oportunidades de criar cruzamentos de dentro da área. Não só de longe, mas também de dentro da área. Essa qualidade de entrada da área faltou pra gente hoje. Eu gostaria que a equipe tivesse mais efetividade em bater do lado, no meio e terminar a jogada.



