Lista de Ancelotti é mais jovem que convocação olímpica de Tóquio e tem média cinco anos abaixo da Copa


A primeira convocação de Carlo Ancelotti depois da Copa do Mundo tornou concreta, nos números, a renovação anunciada pelo treinador. Os 26 jogadores chamados para os amistosos contra Austrália e Índia têm média de 24,4 anos. O número é ligeiramente inferior aos 24,6 da primeira lista para a Olimpíada de Tóquio e fica mais de cinco anos abaixo dos 29,6 registrados pelo grupo levado ao último Mundial.

A diferença em relação à Copa é de pouco mais de cinco anos por jogador. O Brasil disputou o Mundial com a maior média de idade de sua história na competição: 29 anos, seis meses e 29 dias. Quatro meses depois, Ancelotti apresenta um grupo com idade mais próxima do início do que do fim de um ciclo de seleção.

Dos 26 jogadores que estiveram na Copa, apenas nove permaneceram: Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo, Bruno Guimarães, Endrick, Raphinha, Rayan e Vinicius Junior. Assim, quase dois terços dos nomes da nova relação não participaram do Mundial.

A redução da média passa também pela ausência de alguns dos jogadores mais experientes da Copa. Weverton, de 38 anos, Alex Sandro e Danilo, de 35, e Casemiro e Neymar, de 34, ficaram fora. Na lista atual, os mais velhos são Douglas Santos e Marquinhos, ambos com 32 anos.

No outro extremo, Ancelotti chamou dois jogadores de 19 anos, Estêvão e Arthur Dias. Ao todo, são oito estreantes na seleção principal: Pedro Morisco, Otávio, Arthur Dias, Jair, Matheuzinho, Mauro Júnior, Breno Bidon e Gabriel Bontempo.

A juventude coincide com uma presença incomum de atletas do futebol brasileiro. Dez dos 26 convocados atuam no país. São três do Corinthians, dois do Flamengo e um de Coritiba, Cruzeiro, Athletico-PR, Santos e Botafogo.

A comparação com Tóquio chama atenção porque a seleção olímpica era construída quase inteiramente sob um limite de idade. Como os Jogos de 2020 foram adiados por um ano, puderam ser convocados atletas nascidos a partir de 1º de janeiro de 1997, além de três jogadores acima da faixa: Daniel Alves, Santos e Diego Carlos. Mesmo assim, a primeira relação, anunciada com 18 nomes em junho de 2021, tinha média de 24,6 anos.

A lista olímpica sofreu alterações e foi ampliada posteriormente para 22 jogadores. O grupo que efetivamente conquistou o ouro terminou com média de 23,9 anos, meio ano abaixo da convocação atual. Ainda assim, os 24,4 anos da nova seleção mostram o tamanho da ruptura com o elenco da Copa e dão a Ancelotti um grupo com larga margem de desenvolvimento até 2030.



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