Venda de veículos no país cresce 18,4% no ano

O mercado automotivo brasileiro manteve o ritmo de crescimento em agosto, com 275 mil carros, caminhões e ônibus emplacados no último mês. O resultado, 22,1% acima do observado em agosto de 2025, foi puxado pelos automóveis e pelas importações, enquanto os embarques brasileiros ao exterior recuaram 31,7%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A produção de veículos teve em agosto o maior volume para um mês desde outubro de 2019 e o melhor agosto desde 2013, com uma média diária de 13,1 mil unidades emplacadas.
No acumulado do ano, foram 1,9 milhões de veículos emplacados, um avanço de 18,4% na comparação com o número de emplacamentos feitos entre janeiro e agosto de 2025.
— Esperamos que continue crescendo, mas obviamente, dado o segundo o segundo semestre e de algumas contingências, na nossa visão esse número terá um arrefecimento, mas sem dúvida acima de dois digitos chegaremos — projetou Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante entrevista coletiva.
A participação dos veículos eletrificados no total de novos emplacamentos também mantém trajetória de alta. Em agosto, veículos elétricos e híbridos representaram 24,4% do total de veículos vendidos no país. No mesmo mês do ano passado, eram 11,8%.
No ano já são 372 mil elétricos e híbridos emplacados, 125,8% a mais que entre janeiro e agosto de 2025. Modelos feitos no Brasil representam 39% desse volume, a maior parte feita com peças que vêm do exterior desmontadas (CKD) ou semidesmontadas (SKD).
Exportações recuam
O volume de importações alcançou 62,7 mil unidades em agosto, um crescimento de 58,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, foram 406,7 mil automóveis importados, alta de 29,8% ano contra ano, e com mais da metade tendo como origem a China.
Noutra ponta, as exportações registaram alta discreta de 2,2% de julho para agosto, mas queda de 31,7% na comparação com agosto do ano passado. Entre janeiro e o mês passado, foram 294,2 mil veículos exportados, queda de 22,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo Calvet, o cenário é crítico tanto para carros quanto para ônibus e caminhões, e atenuado pela Argentina, onde a concorrência com montadoras chinesas também é alta.
— O mercado argentino está retraído, mais competitivo, e hoje 95% das quedas das nossas exportações tem como mercado a Argentina. Isso é bastante preocupante para nós. Estamos perdendo participação de maneira muito rápida — detalhou o executivo.



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