Autoridades confirmaram a morte de uma terceira pessoa durante a edição de 40º aniversário do festival Burning Man, encerrada na segunda-feira (7/9), com a queima do boneco gigante que dá nome ao evento. O número de mortes nesta edição é recorde.
A pessoa, que ainda não foi identificada publicamente, morreu enquanto era levada às pressas para um hospital em Reno (Nevada, EUA) — a cerca de 190 quilômetros do local do festival, no deserto de Black Rock —, informou a emissora KRX12.
“Embora registremos, em média, uma morte por ano no festival, já tivemos duas este ano dentro dos limites do evento, e recebi informações sobre uma terceira pessoa que morreu a caminho de um hospital em Reno”, disse Jerry Allen, xerife e legista do Condado de Pershing, em comunicado à NBC News.
A causa da morte do participante não foi esclarecida de imediato.
Essa terceira morte ocorre após o falecimento de dois foliões no local do festival na semana passada. Craigh Mann, de 60 anos, foi encontrado morto em seu trailer no sábado (5/9) por colegas de acampamento durante o evento anual de nove dias em Black Rock City, confirmaram as autoridades.
Na quinta-feira (3/9), um homem na faixa dos 50 anos, identificado como Sampson Tshombe, morreu após ser encontrado em uma rua dentro do festival e receber manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), segundo a KRX12.
Foliões em Black Rock City, sede do Burning Man, em Nevada (EUA)
Reprodução/X
A cidade temporária erguida em deserto de Nevada para o Burning Man
Reprodução
A edição de 2026 é oficialmente a que registrou o maior número de mortes confirmadas na história do festival. Historicamente, o Burning Man é um evento com baixos índices de letalidade considerando o tamanho de sua população temporária (que chega a 80 mil pessoas). Desde que o festival se mudou para o deserto de Nevada em 1990, foram registradas pouco mais de 10 mortes no total ao longo de mais de três décadas. O cenário mudou significativamente nos últimos anos, tornando as edições recentes as mais letais e complexas para a organização:
2026 (3 mortes): O ano mais trágico em números absolutos. O evento registrou a morte de um homem na faixa dos 50 anos por emergência médica, o falecimento de Craig Mann (60 anos) em seu acampamento e uma terceira morte confirmada pelas autoridades locais na reta final da edição.
2025 (1 morte): Apesar de registrar apenas uma fatalidade, esta edição entrou para a história pelo pior motivo possível — o primeiro homicídio já investigado no Burning Man, quando o cidadão russo Vadim Kruglov foi encontrado morto com ferimentos de faca no pescoço.
2023 (1 morte): O ano ficou marcado pelo caos climático. Fortes temporais transformaram o deserto em um lamaçal intransitável, deixando mais de 70 mil pessoas isoladas. Um participante faleceu durante o período de chuvas intensas.
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