O homem que matou oito familiares numa casa em Billings (Montana, EUA) deu sinais de que poderia protagonizar algum episódio de violência, contou Kelsey Garland, a melhor amiga de Megan Ireland-Ghekiere, irmã do autor do massacre uma das vítimas.
Alan Smith, de 44 anos, estava “sem emprego” e “sem dinheiro” quando saiu abruptamente da casa da família. Ele retornou semanas depois, no último domingo (23/8), assassinou oito parentes, incendiou a casa e tirou a própria vida, de acordo com o relato policial.
Kelsey descreveu Alan como “verbalmente abusivo” antes da tragédia.
“Eu sei que ele era verbalmente abusivo com Megan e com os filhos dela, ocasionalmente. Ele não estava sendo muito gentil com as crianças quando foi embora”, acrescentou ela ao “NY Post”. Ela e Megan eram tão próximas que tinham tatuagens idênticas. Kelsey também foi madrinha nos dois casamentos da amiga.
A americana, entretanto, afirmou não ter certeza de que os pais de Alan o tenham posto para fora de casa, como a mídia retratou.
“Pelo que sei do que ela me contou, ele saiu por vontade própria. Ninguém o expulsou de casa”, declarou ela.
Os dois filhos de Megan, Chloe, de 7 anos, e Owen, de 13, e seus enteados, Charlotte, de 12, e Landon Ghekiere, de 15, foram mortos no ataque, juntamente com os pais dela, Barbara, de 72 anos, e Dana Smith, de 73, e a avó, Evelyn Smith, de 92.
Adam Ghekiere perdeu a esposa (irmã do autor do crime), os dois filhos e dois enteados em massacre durante jantar em Montana
Reprodução/Facebook
Alan era considerado um “ermitão” de 44 anos que morava na casa com os pais e passava a maior parte do tempo sozinho diante do computador, no seu quarto, conforme revelou Brad Ireland, cuja ex-esposa e dois filhos estavam entre as vítimas da chocante onda de violência.
“Havia muitos sinais de alerta. Ninguém ouviu”, desabafou Brad, que mora no Arizona, ecoando o relato de Kelsey.
O autor do crime não conseguia manter um emprego e se mudou com os pais do estado de Washington para Montana atrás de novas oportunidades. Elas não vieram.
“Ninguém sabia o que ele fazia lá dentro 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse Brad.
Ao sair de casa, Alan não contou a ninguém para onde iria. Ele ficou sem contato até retornar à residência e cometer o massacre.
O xerife interino do Condado de Yellowstone, Kent O’Donnell, declarou na quarta-feira (26/8) que a polícia não tinha contato prévio com Alan e nunca havia sido chamada à propriedade antes.
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Homem que matou oito parentes em jantar familiar tinha dado 'sinais de alerta', diz melhor amiga de vítima



