O grupo extremista do Iêmen, Houthis, divulgou nesta sexta-feira gravações de drones mostrando um suposto ataque à alvos militares sauditas no país árabe. Nos vídeos, é possível ver drones largando munições explosivas em tanques, carros e, supostamente, militares sauditas.
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Não se sabe quais foram as datas das gravações, mas o vídeo divulgado junta quinze gravações diferentes de ataques do grupo extremista. Confira o vídeo.
Houthis divulgam imagens aéreas de supostos ataques contra alvos sauditas no Iêmen
Em algumas das gravações, é possível ver drones soltando explosivos em cima de tanques, os destruindo. Em outras, pessoas, supostamente militares, sao os alvos.
Quem são os Houthis
Os Houthis têm sua origem nos anos 1990, criados como forma de combate ao então presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh. Eles eram liderados por Houssein al Houthi, vindos, majoritariamente, do norte do país.
A maioria dos integrantes do grupo são da minoria muçulmana xiita, conhecidos como zaiditas.
Eles são a peça principal na guerra civil do Iêmen, que já dura dez anos. Em 2014, militantes do grupo tomaram a capital do país, Sanaa, fazendo com que o governo fugisse em direção ao sul, até, fatalmente, se exilarem.
Em 2015, o país governado pela dinastia Al Saud entrou no conflito ao lado do governo oficial do Iêmen. A Arábia Saudita, em conjunto com forças militares dos Emirados Árabes Unidos e outras nações da região, lançaram uma ofensiva — com apoio dos Estados Unidos — contra os Houthis.
Pelo menos desde 2023 que nenhum dos lados tem ganhos territoriais significativos, embora, oficialmente, a guerra civil ainda esteja em curso.
Em 2019, a ONU chamou a guerra do Iêmen como “a maior crise humanitária do mundo”: cerca de 80% da população vive na pobreza — 11 milhões de crianças vivem em uma “situação desesperadora”.
Um dos principais desafios, segundo a organização, é o acesso à água potável e falta de saneamento básico. Na época, a coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, afirmou que o país poderia passar pela “maior fome do mundo em 100 anos”.
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