Soteldo completou 50 jogos pelo Fluminense na classificação heroica às quartas de final da Libertadores. Não havia melhor momento para comemorar a marca pelo clube. Se ainda não balançou as redes na temporada, o atacante venezuelano vem de uma sequência de quatro partidas como titular e leva vantagem sobre os companheiros de posição ao oferecer um fundamento que faz a diferença no funcionamento da equipe: o drible.
— É uma marca muito especial para mim. Chegar aos 50 jogos pelo Fluminense, um clube tão grande e vitorioso, é motivo de muito orgulho. Sei tudo que representa vestir essa camisa. Espero continuar ajudando o time, dando o meu melhor em cada jogo e conquistando coisas grandes pelo tricolor — celebrou Soteldo.
O camisa 30, enfim, começa a engrenar pelo tricolor justamente com a queda brusca de rendimento de Savarino, que tem mais características de meia do que de ponta. Apesar da seca de gols, o venezuelano tem sido a válvula de escape pelo lado esquerdo do ataque. Quando acionado em situações de mano a mano, ele tem conseguido avançar até a linha de fundo ou atrair a marcação propositalmente.
Se está em alta sob o comando do interino Marcão, Soteldo já precisou conviver com as vaias e críticas da torcida em um passado não muito distante. Isso porque estava longe de corresponder às expectativas do alto investimento da diretoria tricolor — contratado por cerca de R$ 30 milhões do Santos, em junho de 2025 —, além de sofrer recorrentes lesões, o que é um problema crônico da sua carreira.
Com Soteldo e companhia, o Fluminense busca aproveitar a classificação na Libertadores para vencer o Remo amanhã, às 16h, no Maracanã, pelo Brasileirão.



